Vez ou outra desembarco em mim. Da vez última, atônitos os fantasmas dispersaram-se pelos águas, como barcas, e tudo pareceu estar longe, longe de novo. Estendi-me muito, numa viagem antiga de encontrar coisas passadas.
Mas não esbarrei em coisa alguma, nem mesmo naquelas que cuidei indiferente, que dei de beber aos mares e comer nas conchas essas migalhas que o acaso lhes provesse. Criei-as assim, de velas baixadas, aos cuidados da correnteza.
Tantas e de tantas, que as vi flutuantes, amedrontando-me, navegando-me furiosas, em minhas próprias vertigens... talvez fossem monstros imergindo de coisa nenhuma... e, eram apenas coisas boiando.
E o maior milagre foi não vê-las mais - que estratagema engenhoso esse, de ancorar as coisas em portos fantasmas, que nem a memória guarda - e quem não faria tamanho truísmo nesse abismo todo?!
Mas a cada instante, ouvia, cada vez mais perto, assombros vindos das vagas; de quem? E me lançava em inesperadas divagações... quantos fizeram, aqui, sua morada, estacando vidas e foram embora, assim, sem mais”.
Eis que seguia, encontrei, mais adentro, num turbilhão de coisas, quem chegava do mar: era eu, desembarcando...