
dá-lhe,
que o que sinto é pouco
da malcheirosa cidade,
só dentes,
só estômago,
a feder toda porcaria
que não sintetiza;
vá lá,
veja
o que meu hálito
não cogita do podre,
o que meu humor não interpreta
do que o dia, já terminando,
escrementa pela calçada;
veja lá
veja lá
o que lhe falo;
não é de todo,
é o que recortei
das sobras da imundice
e que colo no quarto, aqui;
é o que jogo pela janela,
pelo ralo do dia;
o que cago na porta ao lado:
- Com desejos de boas-vindas,
seu vizinho do 404.
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