Bueno!
Me compreendes homem?
Complicado teu causo, meu senhor:
campear verdades, nas ilusões do teu Sur;
cosa séria: senhor-menino-descampado
ouves, Senhor:
teu sul-realismo é um cego admirando a geada, que não há
larga este açude, esses peixes já voam sós, feito cavalos
quando voltares as rendas da tua prenda
escuta o silêncio trazido dos partos da tua eternidade imaginária
e viste aquelas cercas? ... empunha a guitarra e reverbera o vento dos campos,
tropeia com teus filhos para longe da liberdade da varanda
e nos dias daqui, desta cidade-bairrista,
deposita confiança nessa caneca de calçada:
“ajude um pobre cego, cultivador de auroras, meu senhor”
sobre armários, processos e bolachas integrais...
6 horas atrás
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