
pra caminhar seguro
cravar nos olhos
a aspereza do solo
cravar nos olhos
a aspereza do solo
pra dissolver
a poeira do dia
matizar nas vistas
a correnteza dos passos
pra desarmar a
gravidade do corpo
numa calçada estreita
inflar com a alquimia das fossas
pra desvendar todo instante
de dentro pra fora
explosões psíquicas
ao meio dos solos
de dentro pra fora
explosões psíquicas
ao meio dos solos
pra não ser
o dono da rua
aceitar esmolas
de uma pedra aguda uma
PEDRA
nos desvios precisos
esbarrar o todo
numa poça vazia
pra hidratar os fogos
esbarrar o todo
numa poça vazia
pra hidratar os fogos
na esquina esguia
sofrer a esperança
todos os dias
na espera do forno
sofrer a esperança
todos os dias
na espera do forno

