Meu tempo:
antisala de calafrios;
arredia festa do sol sobre espaços,
passos querendo falar pela boca seca da folhas,
folhas brincando e o chão querendo voar;
eu não vôo, e já quis a certeza das pedras
inteiras, estáticas, querendo... querendo...
e de querer tanto
me fiz migalha poeirenta
que o vão das calçadas mostrou:
- Aqueles restos são espelhos
e águas furtivas levaram de ti.
...
É desse tempo,
de coisas caídas ganhando asas
e de olhos pendidos perdendo alturas,
que o vento sussurra
para secar todas as mãos...
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E o outono pode trazer beleza nos ventos mais inesperados e insuspeitos, não?
ESSE SILÊNCIO ENSURDECEDOR...
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