<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1111886084484949777</id><updated>2011-12-13T14:29:03.246-08:00</updated><category term='obra do pintor suíço Henry Fuseli'/><category term='(escrito e postado por Uiliam Ferreira Boff).'/><category term='by Roberto Piva in Paranóia (1963) - postado por Uiliam Ferreira Boff'/><category term='22:38h.'/><category term='Uiliam'/><category term='(por: Uiliam Ferreira Boff)/ url da img: http://api.ning.com/files/JJMekgOeT8fVWdC68VRC-KbN2xCTbDoIe7mzIO6BboWwN4E91hoR2SCNQxNF2DCmVI*2waoUAxpGLQrq-0qWLcRWa4gDOoz5/AmajestadeoSabi.jpg'/><category term='às 02:15h'/><category term='Reforma'/><category term='21:36.'/><category term='Para C.M.'/><category term='postado por: Uiliam Ferreira Boff'/><category term='(escrito por Uiliam F. B. e Daniella; postado por Uiliam Ferreira Boff)'/><category term='escrito por: Uiliam Ferreira Boff'/><category term='(escrito e postado por Uiliam Ferreira Boff)'/><category term='(escrito e postado por Uiliam Ferreira Boff) / Silêncio&quot; (1801)'/><title type='text'>Papoético: litera revistada</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://aturlitera.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aturlitera.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Papoético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574729606942824505</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://bp1.blogger.com/_LU44BRO6TkM/SGrHVc-o99I/AAAAAAAAAFY/_Jjx-2zeOwY/S220/PDVD_010.BMP'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>45</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1111886084484949777.post-7261370276139189403</id><published>2011-11-29T16:58:00.000-08:00</published><updated>2011-12-13T14:29:03.255-08:00</updated><title type='text'>Eu, Valentina, Dantas.</title><content type='html'>Acordo cedo: pão, manteiga, biscoito de coco, geléia de abacaxi; tudo na geladeira. Levanto mais tarde, tempos depois de ter aberto os olhos que, desde o calor do quarto, invejavam a baixa temperatura do eletrodoméstico. Durmo um pouco mais, antes da hora de pôr-me em pé. Agora sim: pão, manteiga, biscoito de coco, geléia de abacaxi, tudo sobre a mesa (as coisas, saídas do frio da geladeira, parecem chorar em marcas circulares de mágoas: meu esquecimento sobre a toalha xadreza). Fome – excluídas as manhãs nas quais eu a ignoro, não tenho; senão, invariavelmente, – a de café e cigarrilha barata. Um dia ainda compro uma cafeteira programável. Assim, poderei dormir mais e acordar com meu café passado, e frio: estilos de consumo. Um dia, ainda compro o cachimbo que completara a minha alma de escritor enevoado pelo próprio olhar. Aí poderei tragar a lógica da fama e acender alheio a qualquer leitor: estilos de hermética. Digressões a parte, desse líquido gélido sorvo seu amargor e vou reconhecendo, desde as papilas da língua, o trincar dos músculos que envolvem a traquéia, e que, em seguida, inicia uma leve queimação no alto do estômago (pequenos sofrimentos forçados, para me satisfazer como artista, de fato, e de vícios); da fumaça sorvo, somente, o soco nos pulmões. Depois, dou um bom dia à tela plana, de cristais líquidos, que aceitará, quem sabe de viés, minhas pulsões escriturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não saber os motivos dessa escrita cretina, me agrada demais. Como me agrada não ter projeto algum para as próximas horas desse dia de véspera. Mas, véspera de quê? Ignoro esta falsa questão, porque perguntar retoricamente (para si) é artifício da loucura e o que sobra de sanidade em mim não me permite prosseguir filosofando a esta altura da manhã. Sei apenas que devo completar os desvãos das horas, entre os ponteiros e os números: – uma máxima – o mundo, como o relógio, está cheio de números! E minha revolta é saber dessas fissuras entre um numeral e outro. E, eu, objeto das dízimas, eu – arqueólogo dos nadas, profanador de relicários pessoais, pirata nas reticências dos silêncios, hermeneuta de escrituras apócrifas – sigo inscrevendo as palavras que me faltam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso é que desconheço as razões desse dia de véspera e, além de me agradar o vazio de um lamento olvidado, só sei que devo prosseguir. Devorar tabacos catrefas e cafeínas desprezadas pelo passado de ebulições em H2O. Seguir para esquecer os maus sonhos da noite anterior, desventuras que não recordo, apenas sei que me foram desagradáveis. Paro, então, para distinguir cada hábito do corpo. Duas xícaras de café, alguns cigarros e estou pronto: sento-me à privada. Escuto os grunhidos do monstro que me habita as entranhas. Convenço-me da vida, na carne que usufruo essa manhã. Contudo: sou, apenas quando escrevo. Concluo que toda narrativa humana é, de alguma maneira, íntima e depreendo disso mais uma máxima: fede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dou a descarga, com muito desgosto. Ah! O quanto me incomoda ver a água límpida levando essa verdade pensada, em decurso, nem convém expressar: imagino. Faço uso dos labirintos, das infindáveis galerias da rede municipal de esgoto. Sigo meu axioma bruto a se encontrar com tantos outros, pela escuridão gasosa da tubulação. Prenhes de premissas, tão bem assentadas. Esses super-dogmas percorrem um caminho pelo vaivém de conexões, metragens cúbicas diferenciadas, até desembocarem num rio qualquer. E, de lá, eles me perdem. Volto aos afazeres vespertinos, meus crimes digitais: indicadores, médios, anelares e mínimos, impacientes, porém firmes, sobre o teclado do computador; polegares opositores, eu não os tenho. Olho para as mãos animalescas e relembro de quando sabia contar até dez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já é o terceiro dia que, ao acordar, flash-backs de minha história invadem a velha rotina. Decorre disso que, há três manhãs, sento-me à privada e nada. Apenas esse mijo dourado, fétido; jatos quentes na boca da cerâmica cinza. As verdades acabaram? É, de tudo, um liquidar-se do que penso e escrevo. Sim, pois minha barriga incha, e nada me ocorre ou escorre até as oito digitais das mãos. Talvez, cresça no ventre, uma verdade tão plena, que o corpo, avarento, não queira compartilhar. Quem sabe, o monstro, a Esfinge que em mim devora, tenha sido desvendado, mas o corpo, arraigado aos mistérios, não quer saber de partidas e das saudades que, porventura, virão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Flash-Back nº 1:&lt;br /&gt;Eu e Valentina. Madrugada. Apartamento dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambos nus. Valentina vai ao banheiro, enquanto eu assisto a um vídeo que ela escolheu: “O Homem nu” (filme de estilo non-sense, posterior a fase do Cinema Novo brasileiro). O escritor, protagonista do filme, morador da cidade do Rio de Janeiro, precisa pegar um avião para São Paulo (noite de autógrafos de seu novo livro sobre folclore e música brasileira). Chove picas fora do aeroporto. Na sala de espera para o embarque o escritor encontra alguns músicos. Dentre eles estão um velho amigo e sua sobrinha, que também rumariam para a capital paulista. Todos os vôos são cancelados, devido ao mal tempo. O escritor e o resto da turma, que se formara no saguão, ingressam em um taxi, seguindo até ao edifício onde mora a sobrinha de seu amigo. Noite afora, o escritor se embebeda e se envolve com a jovem sobrinha. No dia seguinte, acorda na cama dela, completamente nu. Percorre a casa, escuta o barulho do chuveiro. Espicha o pescoço pela porta entreaberta. Através do Box, a moça pede a ele que apanhe o pão, do lado de fora da porta que dá acesso ao seu apartamento. Ainda zonzo pela bebedeira, o sujeito abre a porta e, sorrateiro, observa a calmaria dos corredores internos do andar. Esconde o pau e as bolas com as mãos e se afasta um pouco da entrada para recolher o pão. Então, uma corrente de ar inesperada sela a porta de entrada, deixando-o trancado pelo lado de fora. Em desespero, o escritor toca a campainha, que não é escutada pela moça no banho. Nesse instante, um morador sai de outro apartamento e, avistando o sujeito nu, faz-lhe ameaças. Sem tempo para explicar a situação, outro morador do prédio, uma senhora, surpreende-se com a cena e inicia a esbravejar: “Tarado!”. O homem nu, aflito, desce as escadas e, daí em diante, inicia toda uma peripécia de perseguições, acusações e determinações ao seu respeito que, mesmo infundadas para o seu caso, são noticiadas pela mídia através do epíteto: o Tarado Nu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde o quarto, vejo Valentina na privada, debruçada com os cotovelos sobre os joelhos, e as mãos sustentando o queixo, a me perguntar que cena do filme eu assisto naquele instante. Eu respondo; ela ri. Fato que se repete pelo menos três vezes, enquanto ela expele aquela sua merda quase inodora, de tonalidade pastel. Sei disso porque costumamos conversar enquanto ela defeca: em algumas vezes ela senta-se e eu a escovo os dentes, na pia ao lado dela. Foi numa dessas ocasiões que, ao vê-la se levantar do assento da privada, antes que desse a descarga, observei a parca coloração e a quase falta de cheiro de sua bosta; excremento, contudo, diametralmente oposto à sua personalidade: de tom forte, de quem fareja as coisas da vida de forma decidida. Ela vem à cama. Assistimos juntos ao restante do filme. Ela dorme. Eu pouco presto atenção ao desfecho que, aliás, é um moto-contínuo: o protagonista consegue chegar ao seu apartamento, mas quem lhe abre a porta é seu editor, vestido com seu roupão, (ao fundo a mulher do escritor pergunta ao editor: “Amor, quem é?”, em seguida, ela aparece nua na entrada do corredor sala, e trava a voz, surpreendida). O escritor, com uma faca que pegara na cozinha, ameaça seu editor, levando-o até ao lado de fora do apartamento, retira-lhe o roupão, e, assim, o editor, assume “a personagem”: o Tarado Nu. O Editor sofre a ameaça de vizinhos e passa, assim, a ser perseguido pela massa gregária da população e repórteres na calçada em frente ao prédio. Mas repito, pouco dou atenção ao filme; fico pensando no momento epifânico: quando contrastei o caráter de Valentina com suas fezes. E, por derivações, lembro o quanto minha merda é retinta e fedorenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Flash-Back nº 2:&lt;br /&gt;Eu, Valentina &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como ela não podia ver nada, eu olhava por ela. Olhava por ela a vida, as coisas, os casais infelizes, andando de mãos atadas pela pressa das calçadas estreitas. Tudo olhava por ela, à espreita dos olhos do mundo, e voltava tardiamente ao lar para lhe narrar as coisas que ví. Ela ouvia minha chegada metálica, eu “o molho de chaves”. Ela aguardava o abafado encontro da madeira da porta com a madeira do batente e só então iniciava. Sentada, entre almofadas gastas do sofá grená, ela se queixava da materialidade do sombrio apartamento, questionava as tantas quinas dos móveis, e me responsabilizava pelas minhas arestas largas; eu me perguntava há quanto tempo a champanha babava suor, esquecida sobre a mesinha da sala, no calor daquelas tardes tropicais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valentina: “...e nunca soubeste, mesmo, não é Antero, o que é viver nesse castelo construído por ti?”. Minha gastrite já flotava, e pelas vísceras sentia a pressão de suportar seu olhar amargurado e crescido em mim. Eu punha a mão entre os botões da camisa, passada pelo amasso das oito horas diárias de sanidade servil, e pressionava a lava que ameaçava irromper-me através da laringe. Até que me irrompia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu: “Não sou amo de ninguém, minha cara, não tenho trono sobre colonato estranho ao meu, não adquiri acúmulos indevidos sobre esforços de outrem, e sendo senhoril, apenas, da minha própria força, não furtei o livre arbítrio das escolhas alheias, nesse caso as tuas, e, portanto, tampouco fui eu a extirpar com uma colher de sobremesa as órbitas da tua lucidez.”&lt;br /&gt;Valentina: “Então, não te acometes de culpa, Antero? Cegas-te e não sentes teus pés empapados sobre o carpete inflamado de sanguinária infâmia? Saiba que se fiz aquilo foi por que...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Flash-Back nº3:&lt;br /&gt;Eu, Valentina e aquele Senhor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valentina, atrás da mesa, olha o escuro papel de parede, atrás de mim e do sofá da sala aonde espero. Ela baixa o semblante, anota algo, torna a cabeça sobre o seu ombro esquerdo em direção a janela. Semanas depois, eu acordaria seus olhos para mim, para toda a ventura além dos vitrais de sua alucinação, mas, agora, Valentina sentada em sua cadeira de secretária. Semanas depois, eu mostraria para ela um além das coisas organizadas sobre os dois metros quadrados de mogno envernizado e gasto pelos seus cotovelos. Seus cansados cotovelos sustentando uma cabeça incrível, que eu conheceria semanas depois: Valentina, vinte e sete anos, onze deles deformando carteiras bestiais, assim como eu. Onze anos de cumprimento da responsabilidade cidadã de ser (sem saber o porquê de estar sendo, de permanecer sentada, e eu, e você também, naquelas carteiras, programadas para a construção das bestas fabris da sociedade perpétua, ascética). Valentina, desde o nascimento até aos sete anos acumulando traumas, acumulando memórias, adquiridas em pouco mais de dois mil dias, e os dias restantes dependeria, como dependemos todos, do caro analista para o reembolso. Valentina, dez anos de acúmulo em experimentos sexuais, no meu caso dezoito, que iniciei cedo nas desventuras do corpo. Eu, Antero, trinta anos sem saber que aguardava Valentina desacoplar seus antebraços da madeira de lei, naquele escritório de advocacia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valentina:“Boa tarde, em que posso lhe ajudar?”&lt;br /&gt;Eu: “Queria falar com Dantas...”&lt;br /&gt;Valentina: “Pois não, aguarde que já o comunicarei.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Valentina: “Pode passar, senhor Antero.”&lt;br /&gt;Eu: “Obrigado... mas, como é seu nome?”&lt;br /&gt;Valentina: “Valentina, Senhor.”&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Dantas: “Meu caro, como vai?”.&lt;br /&gt;Eu: “Vou indo, Dantas...”&lt;br /&gt;Dantas: “Você sempre vai indo, não é meu amigo?!”. Pensei no quanto valia a pena estar ali, em frente daquele sujeito gordo, com os bolsos cheios de dinheiro, completamente fechados. Dantas, eu o conheci há muito tempo, na época em que ele cursava artes plásticas e sonhava com suas pinturas realistas. E que depois se enveredaria pelo barroco histórico mineiro, e que depois voltaria, aqui, para o sul com a barba grande, liso de grana, e que depois arrumaria um emprego num escritório de advocacia, e que depois, com a estranha morte de Araújo, assumiria o escritório. Mas, antes disso tudo, Dantas cursaria direito, noturno, pensando na futura sociedade com Araújo, que nunca aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Flash-Back nº4&lt;br /&gt;Valentina, eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valentina: “... saiba que se fiz aquilo foi por que...”.&lt;br /&gt;Eu:“... fez aquilo porque fazia sempre, não é Valentina? Fez a sua dose diária de devaneios, esquentando uma colher na chama azulada do fogão, esperando ferver o líquido que invadiria suas veias e a encheria de fúria e de coragem, para seguir sobressaltada pelas escadas, maquiando a escuridão abaixo e acima dos seus olhos, vestindo sua cara noturna de perdição, entre bares, amigos encontrados nas última horas das doses efêmeras. Fez aquilo, o de sempre (sabia que não poderia me questionar), aquilo que lhe doía e você não me contava, o que lhe afligia e você julgava ser eu, eu o seu ‘inquisidor’, não é; aquele cujo zelo lhe fazia cativa, sem saber que era você mesma quem cativava sua solidão?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Flash-Back nº5&lt;br /&gt;Eu e Dantas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dantas: “Pois, então, o que o traz aqui?”.&lt;br /&gt;Eu: “Nada demais, estava passando e resolvi entrar.” (Mentira).&lt;br /&gt;Dantas: “Sente-se, tem café fresco aí na térmica, sirva-se”.&lt;br /&gt;Eu: “Obrigado”. Enquanto girava a colher e, depois, provava aquele café que acordava o vulcão no meu ventre, olhei para aquele perfil sentado e não sabia o que pensar sobre a solicitude com a qual era recebido. Não é normal ser acolhido assim. Há três explicações para que as pessoas recebam você bem em lugares como estes: 1) querem foder você; 2) querem saber se você não está tentando fodê-las, ou 3) estão fodidas. Felizmente não era nenhum dos casos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu: “Como está?” (pergunta para boi dormir, nesse caso eu queria “fazer” o boi dormir e roubar-lhe a nobreza das carnes).&lt;br /&gt;Dantas: “Bem” (resposta de quem rumina ainda, em pleno sol da tarde, e não está nem aí para a lâmina ardente que carrego enrustida na cintura).&lt;br /&gt;Eu: “Muuuu” (o mesmo que “E você, vai bem?”).&lt;br /&gt;Dantas: “Muuuouu” (ou “tudo bem, também”. Silêncio. Ambos tentando descobrir que capim era triturado na boca do outro). Cansei daquelas sutilezas animais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu:“Então, tem tempo para um chopp?”.&lt;br /&gt;Dantas: “Mais tarde, agora não posso” (alguns quadrúpedes só se hidratam quando encontram água, contudo quando encontram se esbaldam).&lt;br /&gt;Eu: “Às sete, então?”.&lt;br /&gt;Dantas: “Aonde?” (alguns mesmo não sabem onde passa o rio).&lt;br /&gt;Eu: “No ‘São Francisco’, pode ser?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No bar, aguardei o tempo de dois chopps:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu: “Não vem mais ao encontro”. Já pagava a conta, quando senti um cheiro terrível. Voltei-me para o lado do fedor e estava ali:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dantas: “Está sentindo?”.&lt;br /&gt;Eu: “O quê?”.&lt;br /&gt;Dantas:“Pisei num esterco, ali na esquina... garçom, o banheiro?”. Enquanto esperava que voltasse, sentei novamente e rememorei o que iria lhe falar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1111886084484949777-7261370276139189403?l=aturlitera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aturlitera.blogspot.com/feeds/7261370276139189403/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1111886084484949777&amp;postID=7261370276139189403' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/7261370276139189403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/7261370276139189403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aturlitera.blogspot.com/2011/11/eu-valentina-dantas.html' title='Eu, Valentina, Dantas.'/><author><name>Papoético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574729606942824505</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://bp1.blogger.com/_LU44BRO6TkM/SGrHVc-o99I/AAAAAAAAAFY/_Jjx-2zeOwY/S220/PDVD_010.BMP'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1111886084484949777.post-265954990004036805</id><published>2011-11-10T08:05:00.000-08:00</published><updated>2011-11-10T08:06:28.218-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='(escrito e postado por Uiliam Ferreira Boff)'/><title type='text'>UM SABOR É VAZIO</title><content type='html'>pululam vozes eróticas pelos ângulos esguios&lt;br /&gt;das páginas pautadas&lt;br /&gt;sons e pontos de fuga e fusão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é tanto&lt;br /&gt;e é só deletério&lt;br /&gt;adultério e comoção:&lt;br /&gt;as gargantas intactas no pecado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um tanto de sífilis&lt;br /&gt;salvará nossas bocas?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nossos pensamentos&lt;br /&gt;...não?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1111886084484949777-265954990004036805?l=aturlitera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aturlitera.blogspot.com/feeds/265954990004036805/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1111886084484949777&amp;postID=265954990004036805' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/265954990004036805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/265954990004036805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aturlitera.blogspot.com/2011/11/um-sabor-e-vazio.html' title='UM SABOR É VAZIO'/><author><name>Papoético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574729606942824505</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://bp1.blogger.com/_LU44BRO6TkM/SGrHVc-o99I/AAAAAAAAAFY/_Jjx-2zeOwY/S220/PDVD_010.BMP'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1111886084484949777.post-3001702648537173536</id><published>2011-05-16T11:07:00.000-07:00</published><updated>2011-05-26T11:49:32.432-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='(escrito e postado por Uiliam Ferreira Boff)'/><title type='text'>OUTONAR</title><content type='html'>Meu tempo:&lt;br /&gt;antisala de calafrios;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;arredia festa do sol sobre espaços,&lt;br /&gt;passos querendo falar pela boca seca da folhas,&lt;br /&gt;folhas brincando e o chão querendo voar;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu não vôo, e já quis a certeza das pedras&lt;br /&gt;inteiras, estáticas, querendo... querendo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e de querer tanto&lt;br /&gt;me fiz migalha poeirenta&lt;br /&gt;que o vão das calçadas mostrou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aqueles restos são espelhos&lt;br /&gt;e águas furtivas levaram de ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É desse tempo,&lt;br /&gt;de coisas caídas ganhando asas&lt;br /&gt;e de olhos pendidos perdendo alturas,&lt;br /&gt;que o vento sussurra&lt;br /&gt;para secar todas as mãos...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1111886084484949777-3001702648537173536?l=aturlitera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aturlitera.blogspot.com/feeds/3001702648537173536/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1111886084484949777&amp;postID=3001702648537173536' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/3001702648537173536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/3001702648537173536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aturlitera.blogspot.com/2011/05/outonar.html' title='OUTONAR'/><author><name>Papoético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574729606942824505</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://bp1.blogger.com/_LU44BRO6TkM/SGrHVc-o99I/AAAAAAAAAFY/_Jjx-2zeOwY/S220/PDVD_010.BMP'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1111886084484949777.post-3095946031958576973</id><published>2011-01-31T08:58:00.000-08:00</published><updated>2011-01-31T09:35:38.593-08:00</updated><title type='text'>TEORIAS ANTES DO SOL</title><content type='html'>Longa deformação. Cinco anos dessa indisciplina humana: meu estudo, in locus, anti-darwinista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Razão e sobriedade; sentada sobre a poltrona, evitando meus olhos, sorvendo um chá gelado. É Lúcia, em perfeição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, já sobre cobertores, ela começa a tremer. São os efeitos daquela substância viciante, dissipada desde seu córtex cerebral. Pálpebras seladas contra a fronha, dedos das mãos cerrados, contrariando certa materialidade do travesseiro. Enquanto isso, eu observo o nascimento de seu dorso: simétrico, abrindo o sulco de um rio através de seu vale nu. Verte suor entre as montanhas das suas espáduas, e, brevemente, a correnteza se encoraja em meio às suas costelas, desce e se acumula profunda na base de seu quadril (possível lagoa, possível lordose).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do longe ao perto, minha visão acompanha a precipitada enxurrada na sua superfície epidérmica, lavando uma mata de pequenos pelos aloirados; geografia do corpo que um dia amei. Então me engano. Não termina ali o caminho natural de suas águas. Dentre duas pedras gêmeas unidas, arredondadas e róseas, ressurge o rio, roçando as pestanas do meu olhar. E assim, imerso na alucinação mineral que se vai compondo, sorvo gota após gota toda a sua mina: o transbordar das carnes, que é todo o Sal da sua existência... sim, porque Lúcia não chora. Pelo menos, nunca o fez em minha presença. Lúcia apenas grunhe, e canta; é carnadura in verbo: luta e contrai, evade-se e relaxa, blasfema e goza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beleza, arte, significações... Nada disso transcorre assim que ela suspira, aliviada. Súbita, gira sobre si mesma. Transborda a paisagem de há pouco, inunda os lençóis, vira-se para me fitar. Eu e ela vamos recompondo as sobras do nosso ato vazio (que é deveras a imperfeição dos nossos desejos). Resta-nos o eriçar-se, em nós, de uma linha antiga querendo ser refeita. Restam nossos umbigos defrontados, observando-se, alongando-se em distância, cada vez maior... cada vez maior... E, quase ao nascer do dia, a madrugada teme por todos esses fins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ignoro os pontos exclamados do nosso silêncio. Reticente, levanto-me da cama. Fora, na sacada, meu corpo despossuído de utilidades para Lúcia. Assento-me sobre as grades ainda vibrantes pelo calor da noite tropical. Não venta. E, cá como lá, a situação é desconfortante, abafada. Mas Lúcia, mais perspicaz que eu, já se envereda pelo corredor a caminho da água fresca: uma ducha fria. Eu insisto em permanecer, porque cá como lá é o mesmo incomodo, é um mesmo e só lugar... O sol desponta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1111886084484949777-3095946031958576973?l=aturlitera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aturlitera.blogspot.com/feeds/3095946031958576973/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1111886084484949777&amp;postID=3095946031958576973' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/3095946031958576973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/3095946031958576973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aturlitera.blogspot.com/2011/01/teorias-antes-do-sol.html' title='TEORIAS ANTES DO SOL'/><author><name>Papoético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574729606942824505</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://bp1.blogger.com/_LU44BRO6TkM/SGrHVc-o99I/AAAAAAAAAFY/_Jjx-2zeOwY/S220/PDVD_010.BMP'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1111886084484949777.post-6841460577038513263</id><published>2010-11-30T11:07:00.000-08:00</published><updated>2010-11-30T11:10:43.249-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='(escrito e postado por Uiliam Ferreira Boff).'/><title type='text'>Partes ... de conto passível de fim... quem sabe em breve...</title><content type='html'>No Acácia, Antero me aguarda; e que Antero estaria a me esperar, aquele do primeiro ou o do último olhar? Sim, pois se havia algo que sabia sobre ele era que nunca fora o mesmo, desde quando começamos. Quando começamos, ele se mostrou vário em sua presença, e isso me agradou profundamente. Era calmo na sua pressa pelo meu corpo, e convulso nos diálogos para tentar me convencer de que estava sossegado, ao esperar um gesto do meu carinho. Desse jeito, fui admirando seus esforços, porque, através deles, a ele eu me entregaria, mais tarde, sem esforço algum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até encontrá-lo, sabia que esse meu estar, esse meu permanecer sendo a mesma pessoa, sempre me fora fácil demais. Porém, ao conhecê-lo, me transformei em sua pupila, e fui me animando em ser outra, além de mim. Não imitar eu mesma acendia Antero. Como naquelas noites, em que ele me aparecia, sentava-se calado e, me ignorando, dormia febril. Ao acordar, como quem encontrasse um sorriso escondido num antigo quadro, Antero me surpreendia com outros olhos e eu a ele, já outra forma feminina. Poucas mulheres apreciariam ou entenderiam: Antero não me via, via outra. Por isso, a cada encontro me sentia nova, na tentativa de renascer de poses ancestrais, que se escondidas em seu olhar, tingiam-se em meus quadris, em meus ombros e cabelos, e até mesmo em meu sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele me desdenhava, e isso era o que fazia de melhor. Seus olhos relando, não a mim, mas meu contorno, proporcionavam-me calafrios e prazeres que ninguém nunca soube ou tentou fazer. Outros, tão diferentes, olhavam-me sempre igual. Antero não. Antero me imaginava severamente. E cada detalhe que ele desenhava, com suas íris, afirmava que eu não poderia ser outra, senão aquela que ele avistava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se me aborrecia em ser uma ou outra, sumia uns dias. Ao retornar, cansada de ser eu mesma, Antero mirava meu corpo, intrigado, e ameaçava-me com um tapa que eu, fingindo surpresa, esquivava. Logo, tornava a olhá-lo e ele já me havia retirado a velha máscara. Eu, então, rebentava em novos aromas, novas peles, novos cabelos: nos olhos de Antero, renascidos por detrás da embaçada retina, havia convencimento e fruição para nós dois, e ainda insatisfeitos nos atirávamos um na moldura refeita do outro. E pintasse o quê pintasse, éramos telas nuas, nos amassando na idéia de tintas impuras, na viscosa matéria da qual fluíamos. Eu manchava-lhe as mãos e a boca, com minha aquarela fresca e selvagem. De joelhos, bestificado, ele me sorria, cerrando a mandíbula, dilacerando os próprios lábios, para me mostrar todos os dentes extraídos de qualquer juízo: éramos uma única pintura de natureza bárbara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu e Antero não finalizávamos nada. Não permanecíamos no caos que nós mesmos nos propuséssemos e, então, nos evadíamos de toda arte, retornávamos aos rascunhos, examinando as formas ignóbeis da nossa realidade. Desprezávamos as paletas: éramos dois estranhos, representando cores batidas e irreconhecíveis. Eu levantava da cama e tentava me emoldurar dentro do espelho, que perplexo não sabia o que refletir: eu já não era nada. A cama renegava Antero, e ele, ao lado da mesa, sentava-se naquele móvel, que já sabemos o nome décor. O copo entre seus dedos pressentia e tilintava, abrindo a grande boca, para sua dose diária de fantasia. Em seguida, havia o gole seco, a bocarra vazia, e Antero calava-se; ambos abismados, sem sentido algum, apenas esperávamos o repetido inclinar-se da garrafa. E só nisso Antero era sempre o mesmo, e não igual aos outros, porque já não me olhava.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1111886084484949777-6841460577038513263?l=aturlitera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aturlitera.blogspot.com/feeds/6841460577038513263/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1111886084484949777&amp;postID=6841460577038513263' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/6841460577038513263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/6841460577038513263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aturlitera.blogspot.com/2010/11/partes-de-conto-passivel-de-fim-quem.html' title='Partes ... de conto passível de fim... quem sabe em breve...'/><author><name>Papoético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574729606942824505</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://bp1.blogger.com/_LU44BRO6TkM/SGrHVc-o99I/AAAAAAAAAFY/_Jjx-2zeOwY/S220/PDVD_010.BMP'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1111886084484949777.post-7513815901378808297</id><published>2010-11-02T16:38:00.000-07:00</published><updated>2010-11-02T16:39:00.215-07:00</updated><title type='text'>Calmatododia</title><content type='html'>ai... que sinto tanta calma, toda amarra que amei partiu; há outra força a unir meu passo ao outro; antes afoito, antes corvo ante a mortalha do chão que meus olhos escarnavam; cabeça baixa, topava com horizontes, que chegados, me derrubavam; olhar o chão nunca sonegou minhas arestas; fossilizou a luz das calçadas e, daí, para as cores foi se criando um arco-sem-íris: ossatura cinza em degrade cru; não mais caminho seguro, caminho calmas: a calma triz de um esbarro, a calma tratada maturando a tristeza do olhar, a calma ofício do corpo ao meio-dia, calcinando encarnados ponteiros; caminho calmas e levam meu destino habitual aos acasos da rima; partilho calmas: andanças sem quê, nem pra quê; e de calmas, um velho numa esquina me sorri: há tanto bem nesses lábios sábios; um menino me sorri e a pele nova e o corpo frágil, tão puro, que nem de palavra há na boca ou na ossatura; uma moça me mostra os dentes, e ali há sorriso nenhum; eu sorrio para o espelho da vitrine e ninguém retribui essa minha ferida; acalmo caixas registradoras, com bolsos avessos a qualquer pecúnia ou picuinha; acalmo passantes, que vão me contando os segundos entre uma tragada e outra de cigarro; acalmo médicos: meu câncer é signo de grandes braços e abraços; acalmo o trânsito: vou lerdo acendendo cronópios esverdeados; calma do branco cachorro atravessando a faixa da rua, calma dos milhos lançados ao forno das praças estourando pombais; calma do negro gato surrupiando todo sol; calma em bemol que segura a estridência de um assovio; creio no calmo sincopar dos suspiros: o meu e o teu; vivo a calma episódica dos beijos técnicos e do amor novelesco de segunda a sábado; vivo a calma dos mortos, carregados pelas ruas, cortejados por mãos amigas e lembranças cômicas; vivo a calma atômica das trocas energéticas neutro-eletrônicas; vejo calmamente a calamidade das favelas, a falência dos subúrbios e a soberba dos centros dessas capitais; e me acalmam os recreios nas escolas, o lento barulho da bola invadindo a meta, a fórmula de báscara colada embaixo do estojo e o engodo de uma dor de cabeça antes da aula; não me acalmam os paletós bem cerzidos, o relógio ponto batido as sete da manhã ou o desconto da mercadoria sem utilidade fantástica; calma para essa asma de botequins cheios de felicidade, embriagues e fumaça demais; calma para o desespero da verba acabando na metade do mês; acalmem os amantes de última hora, os empregados nas obras e as notícias clichês; e principalmente acalmem o medo, os sortilégios do tempo e a pressa no coração; eu... acalmo essa rima: madrugada no copo, pedras de gelo em revolução...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1111886084484949777-7513815901378808297?l=aturlitera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aturlitera.blogspot.com/feeds/7513815901378808297/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1111886084484949777&amp;postID=7513815901378808297' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/7513815901378808297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/7513815901378808297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aturlitera.blogspot.com/2010/11/calmatododia.html' title='Calmatododia'/><author><name>Papoético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574729606942824505</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://bp1.blogger.com/_LU44BRO6TkM/SGrHVc-o99I/AAAAAAAAAFY/_Jjx-2zeOwY/S220/PDVD_010.BMP'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1111886084484949777.post-8627687623230987339</id><published>2010-07-15T11:59:00.000-07:00</published><updated>2010-07-15T12:00:49.115-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='(escrito e postado por Uiliam Ferreira Boff)'/><title type='text'>GLUTÃO DA VONTADE</title><content type='html'>Como comer do tempo&lt;br /&gt;sem desossar relógios,&lt;br /&gt;sem espalitar com ponteiros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa ânsia jamais&lt;br /&gt;se sacia em palavras:&lt;br /&gt;deseja números&lt;br /&gt;e a volta completa que tragam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Redonda, tal boca, me consome,&lt;br /&gt;mas evitar todo nervo,&lt;br /&gt;mas evitar todo tic ou tac na língua&lt;br /&gt;inda é querer parar qualquer fome?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempos famintos:&lt;br /&gt;passado ou malpassado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só&lt;br /&gt;sei que estou no ponto&lt;br /&gt;a um ponto de engolir todo o mundo,&lt;br /&gt;sem mais palavras,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;como essas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1111886084484949777-8627687623230987339?l=aturlitera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aturlitera.blogspot.com/feeds/8627687623230987339/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1111886084484949777&amp;postID=8627687623230987339' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/8627687623230987339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/8627687623230987339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aturlitera.blogspot.com/2010/07/glutao-da-vontade.html' title='GLUTÃO DA VONTADE'/><author><name>Papoético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574729606942824505</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://bp1.blogger.com/_LU44BRO6TkM/SGrHVc-o99I/AAAAAAAAAFY/_Jjx-2zeOwY/S220/PDVD_010.BMP'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1111886084484949777.post-5892082938568368647</id><published>2010-06-06T18:41:00.000-07:00</published><updated>2010-06-06T19:14:48.572-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='(escrito e postado por Uiliam Ferreira Boff).'/><title type='text'>UMA CAMPAINHA TOCA</title><content type='html'>Uma campainha toca. A luz da sala que, até então se via acesa desde a rua, por hora se apaga. Do lado de fora, a espera pelo reencontro. Tamanha energia depositada neste primeiro toque na campainha subvertera a física do som lá dentro e apagara aquela luz. Brilho que flutuava, tocando a mesa, o jogo de sofás em madeira, com almofadas verdes, o aparelho de TV, tudo, até onde uma sombra ou outra impediam sua passagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez, apertasse aquele mísero botão com uma leve sensação de engano. Engano de hora ou de endereço; não equívoco de vontade. Tudo estava: “Rua torta. Lua morta. Tua porta.”. Não se ouvia nenhuma serenata, apenas o sintético “ding-dong”, e Cassiano Ricardo a dragar o fundo daquele rio de pedras e passos. Embora intuísse a presença de alguém lá e se certificasse do endereço e do número do apartamento, eram desconhecidas as forças que empurravam e cerravam a chave de luz naquela sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cassiano permanecia cá. Envolto em um de seus braços, um vinho modesto. No anteparo do ombro, levemente suspensa, uma bolsa com poemas, um livro de Cortázar de 1962, e um filme. Impossível medir, entretanto, o peso repetido da campainha cantando pela terceira vez, feito Hai-kai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como cá fora, lá dentro pressionava-se uma pequena “chave”, com discrepâncias terríveis de tempo. Esta se asseverou por três vezes, cadenciada e voluntariosa, e já sem voz parou. Aquela, rápida, evadiu-se em penumbra, como num “clic”. E se “mistério engendra mistério”, quantos pensamentos ocorriam entre um cá e um lá? Quantos cigarros tragaram todo o orvalho naquelas dezenas de minutos? Quantas imagens intactas ou trincadas se perderam naqueles instantes de frio e desassossego? Que estranhas criaturas resplandeciam naqueles momentos de claridade? Que náufrago submergia ao escuro agarrado a chave de luz? Não há o que saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, Cassiano sabia de algo: que acasos são, assim, de esquina. E postou-se como um pequeno farol de espera; ânsia e maré. E bebeu toda a umidade da noite e se agasalhou no verde limo de quem aguarda. Entre os enigmáticos espaços, entrementes, havia luzes, mãos e toques; não havia companhia. Apenas a eletricidade ligava cá e lá, a voz metálica entre um “clic” e um “dong”. Então, talvez, a Física se mantivera, mesmo, alterada. Pois entre um intervalo e outro da curta canção, aquela luz se acendeu e se apagou novamente, como resposta, como aviso do inexplicável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já afônicos, ambos, Cassiano e a campainha entoaram sua última nota, a quarta. E o compasso enigmático dos três se interrompeu. Cá, lá e a música se acomodaram. Ele, imerso em seus labirintos, deu meia volta. Poucos passos depois a angústia já se derramava em pegadas. Voltava para casa, duvidoso de si e dela: ela não estava lá; ela não desejava abrir a porta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém um miado se escutou vindo daquela sala. Cassiano caminhava surdamente. Era Theodoro, o gato dela, entre rodopios, pulos e pequenas mordidas, em um móbile ao lado da porta, brincava com um coração muito próximo a chave de luz, muito longe da campainha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1111886084484949777-5892082938568368647?l=aturlitera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aturlitera.blogspot.com/feeds/5892082938568368647/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1111886084484949777&amp;postID=5892082938568368647' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/5892082938568368647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/5892082938568368647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aturlitera.blogspot.com/2010/06/uma-campainha-toca.html' title='UMA CAMPAINHA TOCA'/><author><name>Papoético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574729606942824505</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://bp1.blogger.com/_LU44BRO6TkM/SGrHVc-o99I/AAAAAAAAAFY/_Jjx-2zeOwY/S220/PDVD_010.BMP'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1111886084484949777.post-7512366937495446362</id><published>2010-06-05T16:12:00.000-07:00</published><updated>2010-06-05T16:13:02.572-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='(escrito e postado por Uiliam Ferreira Boff).'/><title type='text'>SUBSTÂNCIA COMUM</title><content type='html'>A substância do amor&lt;br /&gt;é o medo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;medo de perder alguém&lt;br /&gt;em comum&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;medo de partir esforços&lt;br /&gt;em comum&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;medo de partir o comum do medo&lt;br /&gt;e partir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A substância do medo&lt;br /&gt;é partir-se só&lt;br /&gt;sem comum acordo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O acordo do amor&lt;br /&gt;é dividir o medo&lt;br /&gt;de partir-se só&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partida do acordo&lt;br /&gt;não é amor&lt;br /&gt;é medo de amar&lt;br /&gt;num só&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo amor&lt;br /&gt;é força partida&lt;br /&gt;partilhada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e toda partida atrasada&lt;br /&gt;é medo&lt;br /&gt;de voltar o medo&lt;br /&gt;de partir e só&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1111886084484949777-7512366937495446362?l=aturlitera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aturlitera.blogspot.com/feeds/7512366937495446362/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1111886084484949777&amp;postID=7512366937495446362' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/7512366937495446362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/7512366937495446362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aturlitera.blogspot.com/2010/06/substancia-comum.html' title='SUBSTÂNCIA COMUM'/><author><name>Papoético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574729606942824505</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://bp1.blogger.com/_LU44BRO6TkM/SGrHVc-o99I/AAAAAAAAAFY/_Jjx-2zeOwY/S220/PDVD_010.BMP'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1111886084484949777.post-6312628445954029474</id><published>2010-05-31T17:21:00.001-07:00</published><updated>2010-05-31T17:31:37.867-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='(escrito e postado por Uiliam Ferreira Boff).'/><title type='text'>CHUVA GRENÁ</title><content type='html'>A chuva volta. E é tanto frio aqui e ali fora que convém proteger todo limiar do corpo. Aonde se descobre nossos fins, sempre assim: congelando-se, cortando-se, queimando-se ou tocando. Convém, mesmo, assegurar-se desse limite ironicamente indiscreto, onde tudo acaba por começar ou esquenta para depois esfriar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa estética trincante, na qual beleza e o estranhamento parecem se separar por um antes e um depois do momento da quebradura, do estilhaçamento, como não sofrer dessas duras frestas, essas caixas acústicas que nos acompanham?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, ao inverno desses dias pouco importa como os ouvidos aparecem. Se o corpo assumiu uma primeira abertura, o gélido ar trata de esculpir inumeráveis frinchas que aos poucos vão lascando nossa pele francamente fraca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E à revelia disso tudo, há de se ter ainda maior cuidado, além da baixa temperatura, com as palavras ardentes. Aromas de vinhos rememorando o sol das colheitas. Um antigo calor dos passos forçando todo o início de uma embriaguez tamanha a se soltar dos gomos. Essa quentura que nos escava e vai semeando pensamentos e colhendo pequenas taquicardias de nosso peito. Essa inesperada troca mais, que de temperatura, de temperamento. Assumindo lugar, não só na cabeça, mas em toda garganta que pronuncia adivinhações e enigmas há muito perdidos no labirinto da nossa história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há de se aproveitar a estação, e ter cuidado, demasiado, com todo calor inventado. Mas como orelha gelada e vinho quente são bons!?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1111886084484949777-6312628445954029474?l=aturlitera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aturlitera.blogspot.com/feeds/6312628445954029474/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1111886084484949777&amp;postID=6312628445954029474' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/6312628445954029474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/6312628445954029474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aturlitera.blogspot.com/2010/05/chuva-grena.html' title='CHUVA GRENÁ'/><author><name>Papoético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574729606942824505</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://bp1.blogger.com/_LU44BRO6TkM/SGrHVc-o99I/AAAAAAAAAFY/_Jjx-2zeOwY/S220/PDVD_010.BMP'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1111886084484949777.post-751657572356489213</id><published>2010-05-24T13:20:00.000-07:00</published><updated>2010-05-24T14:33:50.193-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='(escrito e postado por Uiliam Ferreira Boff)'/><title type='text'>OS FILHOS DA OUTRA: EP!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_LU44BRO6TkM/S_rtIq603aI/AAAAAAAAAPU/VsdhA8gAElY/s1600/%C3%81lbum21.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 226px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LU44BRO6TkM/S_rtIq603aI/AAAAAAAAAPU/VsdhA8gAElY/s320/%C3%81lbum21.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5474949030238018978" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso bloco vai passar!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Filhos da Outra, EP para divulgação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.myspace.com/filhosdaoutra"&gt;http://www.myspace.com/filhosdaoutra&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*músicas e fotos do grupo (ou pior, banda; ou melhor, bando) de música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sou filho da outra/ profano a realidade/ minha arte imita a vida/ e minha vida imita as bocas da cidade"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1111886084484949777-751657572356489213?l=aturlitera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aturlitera.blogspot.com/feeds/751657572356489213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1111886084484949777&amp;postID=751657572356489213' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/751657572356489213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/751657572356489213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aturlitera.blogspot.com/2010/05/os-filhos-da-outra-ep.html' title='OS FILHOS DA OUTRA: EP!'/><author><name>Papoético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574729606942824505</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://bp1.blogger.com/_LU44BRO6TkM/SGrHVc-o99I/AAAAAAAAAFY/_Jjx-2zeOwY/S220/PDVD_010.BMP'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_LU44BRO6TkM/S_rtIq603aI/AAAAAAAAAPU/VsdhA8gAElY/s72-c/%C3%81lbum21.png' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1111886084484949777.post-4162634744241301530</id><published>2010-04-15T20:47:00.000-07:00</published><updated>2011-07-04T06:23:22.701-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='(escrito por Uiliam F. B. e Daniella; postado por Uiliam Ferreira Boff)'/><title type='text'>PERDAS</title><content type='html'>Quero gritar um silêncio,&lt;br /&gt;mas tudo que escrevo&lt;br /&gt;é um tic-tac infinito&lt;br /&gt;que poderia ser trocado&lt;br /&gt;por um minuto vivo&lt;br /&gt;e , assim,&lt;br /&gt;ver morrer a dor do tempo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;você e eu&lt;br /&gt;tu e teu&lt;br /&gt;tic e tac&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vamos deixar os corpos&lt;br /&gt;os corpos de cada número&lt;br /&gt;e ver toda vida se dar&lt;br /&gt;na finitude alheia,&lt;br /&gt;regressiva dos suspiros,&lt;br /&gt;que, ainda, há tempo perdido&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1111886084484949777-4162634744241301530?l=aturlitera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aturlitera.blogspot.com/feeds/4162634744241301530/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1111886084484949777&amp;postID=4162634744241301530' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/4162634744241301530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/4162634744241301530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aturlitera.blogspot.com/2010/04/perdas.html' title='PERDAS'/><author><name>Papoético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574729606942824505</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://bp1.blogger.com/_LU44BRO6TkM/SGrHVc-o99I/AAAAAAAAAFY/_Jjx-2zeOwY/S220/PDVD_010.BMP'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1111886084484949777.post-559544841698437690</id><published>2010-02-19T11:29:00.000-08:00</published><updated>2010-02-19T12:02:10.757-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Para C.M.'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='(escrito e postado por Uiliam Ferreira Boff)'/><title type='text'>PRA TE LEMBRAR</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/DQmcPwGSO2k&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/DQmcPwGSO2k&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palavras e mais palavras,&lt;br /&gt;tanta gramática e retórica sobre o nosso amor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quiçá entendêssemos&lt;br /&gt;o silêncio entre os lábios&lt;br /&gt;que nossa voz faminta&lt;br /&gt;premeditava em mordidas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pudera...&lt;br /&gt;nosso sentido tolo,&lt;br /&gt;não buscou o zelo do erro,&lt;br /&gt;apenas calou o que reverberou&lt;br /&gt;do juízo que nos escutava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa semântica, tão pura,&lt;br /&gt;perdeu-se em complexa sintaxe,&lt;br /&gt;deflagrada pela nossa análise dos sentimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi preciso uma revolução dos costumes,&lt;br /&gt;improvisações na pragmática amorosa&lt;br /&gt;e, então, recomeçamos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num pronome jogado ou esquecido a esmo&lt;br /&gt;nos amamos nas elisões do acaso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na preposição das almas,&lt;br /&gt;na conjunção das palmas das mãos,&lt;br /&gt;somamos a primeira pessoa&lt;br /&gt;em qualquer uma das conjugações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mesura dos objetivos, nossas vistas,&lt;br /&gt;por vezes ambíguas,&lt;br /&gt;encontraram a coesão das vontades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mesmo nos tempos insolúveis&lt;br /&gt;nos amamos&lt;br /&gt;no mais-que-mais-que-perfeito dos corpos,&lt;br /&gt;sem espaço para as imperfeições dos olhares;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mais que tudo,&lt;br /&gt;foi preciso uma falha nas falas &lt;br /&gt;para reencontrarmos nos abraços,&lt;br /&gt;tantos laços sem explicação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e qualquer frase mal-feita&lt;br /&gt;reata a idéia dos companheiros&lt;br /&gt;que fomos e seremos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o coração batendo&lt;br /&gt;como um verbo pequenino,&lt;br /&gt;ressoa bem quietinho&lt;br /&gt;entre as vozes das nossas emoções!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez uma alquimia vocabular&lt;br /&gt;expanda a expressão prosaica&lt;br /&gt;de um simples período de te amar:&lt;br /&gt;Sempre amei-amo-amarei!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1111886084484949777-559544841698437690?l=aturlitera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aturlitera.blogspot.com/feeds/559544841698437690/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1111886084484949777&amp;postID=559544841698437690' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/559544841698437690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/559544841698437690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aturlitera.blogspot.com/2010/02/pra-te-lembrar.html' title='PRA TE LEMBRAR'/><author><name>Papoético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574729606942824505</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://bp1.blogger.com/_LU44BRO6TkM/SGrHVc-o99I/AAAAAAAAAFY/_Jjx-2zeOwY/S220/PDVD_010.BMP'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1111886084484949777.post-3192164762565746061</id><published>2010-02-16T18:17:00.000-08:00</published><updated>2010-02-16T18:26:15.446-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='(escrito e postado por Uiliam Ferreira Boff)'/><title type='text'>A ORDEM DAS COISAS</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.educacional.com.br/upload/blogSite/112/112136/8669/forma%20de%20gelo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 370px; height: 296px;" src="http://www.educacional.com.br/upload/blogSite/112/112136/8669/forma%20de%20gelo.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ele sabe como fazê-lo: o ato. Não é mera lembrança uma (in)certa voz paterna ou materna lhe indicando os passos de como faze-lo: o ato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É conhecimento adquirido por repetições, repetições, repetições...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ato em si vacila entre ser positivo ou negativo, enquanto a memória se equilibra sobre o corpo. Em cada músculo o estiramento da força e uma dor que a gente não sente, mas sabe que tem, e cada articulação às voltas com o movimento próprio de idas e vindas por um caminho que já se faz às cegas: são pequenas coreografias internas por detrás do pano da pele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os membros necessários para a execução do ato autômato na vontade inequívoca de conter entre as mãos o objeto, já sabedor de seu peso, tamanho, consistência: são cenas absurdas, para olhos insistentes em rever um espetáculo dèjá-vu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A clareza do gesto e a observação frenética das íris, das pupilas e dos cristalinos, na ingenuidade de querer acompanhar o substantivado ato em ação. A curiosidade das narinas amanhecendo para a coisa dissipada: sem cheiro algum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele sabe como fazê-lo: o ato surdo que trinca com a força desmesurada, os cacos da substância temporal, que estala na coragem de subverter a ordem apreendida:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Filho, não te falei para molhar a forminha antes de tirar o gelo!?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1111886084484949777-3192164762565746061?l=aturlitera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aturlitera.blogspot.com/feeds/3192164762565746061/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1111886084484949777&amp;postID=3192164762565746061' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/3192164762565746061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/3192164762565746061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aturlitera.blogspot.com/2010/02/ordem-das-coisas.html' title='A ORDEM DAS COISAS'/><author><name>Papoético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574729606942824505</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://bp1.blogger.com/_LU44BRO6TkM/SGrHVc-o99I/AAAAAAAAAFY/_Jjx-2zeOwY/S220/PDVD_010.BMP'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1111886084484949777.post-4552841517328559550</id><published>2010-02-08T06:15:00.000-08:00</published><updated>2011-01-31T09:41:51.487-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='(escrito e postado por Uiliam Ferreira Boff) / Silêncio&quot; (1801)'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='obra do pintor suíço Henry Fuseli'/><title type='text'>ESPAÇO</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_LU44BRO6TkM/S3Ai6dACZnI/AAAAAAAAALw/GK3BztonSbQ/s1600-h/fuseli-silencio4.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 360px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_LU44BRO6TkM/S3Ai6dACZnI/AAAAAAAAALw/GK3BztonSbQ/s400/fuseli-silencio4.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5435883137848731250" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Ao grande mestre, o Silêncio&lt;br /&gt;devo meu cá, meu lá)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer canto, cá ou lá,&lt;br /&gt;inaugurou em mim a distância&lt;br /&gt;e revogou a passada&lt;br /&gt;para o futuro das coisas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;antes das coisas a palavra,&lt;br /&gt;antes das palavras o som,&lt;br /&gt;antes dos sons somente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não havia corpo antes do silêncio,&lt;br /&gt;na madrugada da matéria&lt;br /&gt;lá estava ele:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;construindo meus braços,&lt;br /&gt;arquejando minha boca,&lt;br /&gt;lapidando entre veias e artérias&lt;br /&gt;um músculo delirado,&lt;br /&gt;vazio de uma costela&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia palavra para criar&lt;br /&gt;o corpo, palavra que jamais coube&lt;br /&gt;na própria mesura:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;era de dissabor&lt;br /&gt;o seu trabalho nulo,&lt;br /&gt;nomear a coisa que não pára&lt;br /&gt;ora nasce, ora morre;&lt;br /&gt;mesmo além ou aquém das palavras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existia um espaço&lt;br /&gt;atravessado na boca,&lt;br /&gt;entre dentes e carnes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a palavra corpo&lt;br /&gt;balbuciada em surpresa;&lt;br /&gt;nascendo dos lábios&lt;br /&gt;intocada de posse&lt;br /&gt;e liberta de tudo, distante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não sei o que era:&lt;br /&gt;não era silêncio...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1111886084484949777-4552841517328559550?l=aturlitera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aturlitera.blogspot.com/feeds/4552841517328559550/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1111886084484949777&amp;postID=4552841517328559550' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/4552841517328559550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/4552841517328559550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aturlitera.blogspot.com/2010/02/espaco.html' title='ESPAÇO'/><author><name>Papoético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574729606942824505</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://bp1.blogger.com/_LU44BRO6TkM/SGrHVc-o99I/AAAAAAAAAFY/_Jjx-2zeOwY/S220/PDVD_010.BMP'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_LU44BRO6TkM/S3Ai6dACZnI/AAAAAAAAALw/GK3BztonSbQ/s72-c/fuseli-silencio4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1111886084484949777.post-2610762363167900195</id><published>2010-02-01T18:57:00.000-08:00</published><updated>2010-02-01T19:12:00.866-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='(escrito e postado por Uiliam Ferreira Boff)'/><title type='text'>CÂNCER</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_vF662x0-eqQ/SJ0QPhlWX6I/AAAAAAAAAe0/DIcBJTmSKds/s320/cancer.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 245px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_vF662x0-eqQ/SJ0QPhlWX6I/AAAAAAAAAe0/DIcBJTmSKds/s320/cancer.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Câncer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Seus sentimentos estão em harmonia hoje. A facilidade de expressão e a capacidade de lidar com as pessoas criam uma atmosfera benéfica para boas conversas. Dia propício para deixar livre a imaginação. Se houver possibilidade de concretizar trabalhos por fazer, não exite: nada de deixar para amanhã!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O horóscopo esqueceu de dizer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Câncer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenha cuidado. Seus braços enormes, capazes de abraçar o mundo, podem também esbarrar em quem está a sua volta. Essa sua incapacidade de mesura do gesto cedo ou tarde machucará alguém (inclusive a você mesmo).. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é à toa que demora em tomar decisões, meu caro canceriano. Seu coração enorme ocupa quase todo o espaço do corpo, sobra pouco para outros órgãos essenciais, inclusive aquele responsável pela razão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse passo rápido é próprio de quem por cautela e medo vive indo da esquerda para direita, mesmo sabendo que por vezes ficar em espera é a melhor opção. E não se incomode com quem lhe fala que você não anda nem para frente, nem para trás; um rodopio no próprio eixo ainda faz a terra girar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se exponha, sempre que for chamado à disputa. Não se refugie quando o perigo se anunciar. Saiba que essa sua armadura blindada é um convite para aventureiros dispostos à lutas quaisquer. Não exite: o corpo é batalha aberta, não escolhe inimigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pena! Com certeza nenhum jornal publicaria: - Malditas pinças gigantes!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1111886084484949777-2610762363167900195?l=aturlitera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aturlitera.blogspot.com/feeds/2610762363167900195/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1111886084484949777&amp;postID=2610762363167900195' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/2610762363167900195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/2610762363167900195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aturlitera.blogspot.com/2010/02/cancer.html' title='CÂNCER'/><author><name>Papoético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574729606942824505</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://bp1.blogger.com/_LU44BRO6TkM/SGrHVc-o99I/AAAAAAAAAFY/_Jjx-2zeOwY/S220/PDVD_010.BMP'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_vF662x0-eqQ/SJ0QPhlWX6I/AAAAAAAAAe0/DIcBJTmSKds/s72-c/cancer.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1111886084484949777.post-2499705275080561178</id><published>2010-01-29T19:00:00.000-08:00</published><updated>2010-01-30T13:25:03.867-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='(escrito e postado por Uiliam Ferreira Boff)'/><title type='text'>E LA NAVE VA!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_LU44BRO6TkM/S2OhS3TzAzI/AAAAAAAAALo/8X_luHq5TAM/s1600-h/e-la-nave-va-ferico-fellini.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_LU44BRO6TkM/S2OhS3TzAzI/AAAAAAAAALo/8X_luHq5TAM/s320/e-la-nave-va-ferico-fellini.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5432362920995652402" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim! É necessário saber como tudo acontece. Por que o sol nasce ou quando um sorriso morre?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolvi isso ontem mesmo, quando beijava uma atriz de cinema. Foi preciso saber de tudo, para compreender os motivos da sua resposta fria, como se ela ainda atuasse. Como se técnico fosse seu beijo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, a técnica do beijo não é privilégio das telinhas, palcos ou telonas. Desde que beijei pela vez primeira sabia: não bastava afastar um lábio de outro, tampouco inclinar a cabeça para o lado. Havia necessidade de preparo da emoção. Era preciso um laboro sentimental de contenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A boca, então fadada apenas aos prazeres da alimentação diária e de uma réstia de memória da amamentação da mãe, ela, a boca, renascia naquele primeiro beijo e em cada novo beijar, contudo menos inocente e menos crente em magias ou ocultismos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No beijo, a boca recriava, também, a língua. Tão acostumada às asperezas e lisuras de toda matéria orgânica, que pouco à pouco definhava entre dentes e saliva. A língua acordava para o primeiro ato de canibalismo consentido, depois do deleite materno. Sim, todos fomos macunaímas um dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois, então... Apesar da pureza do lançar-se ao desconhecido, a boca alheia, eu soube, assim que recuperava o fôlego (passo concomitante ao aprendizado de todo o beijar) o árduo caminho de contenção do corpo: boca, língua, saliva, respiração, tremedeiras, excitação, etc...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é: que ainda apreendendo e aprendendo como beijá-la, a boca sempre inaugura descobertas. Assim ocorreu ontem. Aproximei meus lábios dos dela. E aguardei. Ela se aproximou. Senti que era o momento esperado, depois de muitos encontros, e beijei. Beijei com toda a sabedoria acumulada. Meu corpo todo respondia sabedor do quê e do como fazer. Eu não senti nada. Pelo que notei, nada aconteceu do lado de lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei incomodado, afinal era novo o acontecimento. Sempre soube fazê-lo, o ato de beijar era uma especialidade dentre as poucas que tenho (ou tive). E toda uma insegurança foi dona de mim. Toda uma expectativa, repentinamente se dissolvia entre meu ofegar e a lágrima indecisa no canto do olhos. Ela dava-me às costas saindo triunfante da cena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, arrependido, encontrei-a novamente. Queria explicar tudo e tentar entender o quê acontecia conosco, ou comigo. Mas, antes que esperasse, as coisas se encaminharam para um novo beijo, novamente. Parecia um déjà-vu da noite passada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os mesmos atos, o mesmo lugar. A mesma cena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela se vai novamente. Eu fico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;E la Nave va&lt;/span&gt; termina. Eu limpo a tela marcada com a digital dos meus lábios, com o amor da minha boca. Entro no bote salva-vidas e remo com o rinoceronte para onde o sol nasce e os sorrisos morrem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ps. Quem descobrir meu amor nesse navio ( http://cinemacultura.blogspot.com/2009/08/e-la-nave-va-1983.html ) ganha um beijo e um sorriso!&lt;br /&gt;Dica: é uma moça, sem nome!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1111886084484949777-2499705275080561178?l=aturlitera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aturlitera.blogspot.com/feeds/2499705275080561178/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1111886084484949777&amp;postID=2499705275080561178' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/2499705275080561178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/2499705275080561178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aturlitera.blogspot.com/2010/01/e-la-nave-va.html' title='E LA NAVE VA!'/><author><name>Papoético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574729606942824505</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://bp1.blogger.com/_LU44BRO6TkM/SGrHVc-o99I/AAAAAAAAAFY/_Jjx-2zeOwY/S220/PDVD_010.BMP'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_LU44BRO6TkM/S2OhS3TzAzI/AAAAAAAAALo/8X_luHq5TAM/s72-c/e-la-nave-va-ferico-fellini.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1111886084484949777.post-5389361918500306209</id><published>2010-01-26T17:22:00.000-08:00</published><updated>2010-01-26T22:02:35.427-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='(escrito e postado por Uiliam Ferreira Boff)'/><title type='text'>LUA CLARA*</title><content type='html'>*Para quem ler, um pedido: acompanhe a leitura juntamente com a canção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="384" height="313"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/SKd0VII-l3A&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/SKd0VII-l3A&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" width="384" height="313" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É calma a lua que se achega, bem ali, na sacada. E me visita, às vezes, para abrandar tudo que ela levou. É calma a lua, pé por pé, querendo entrar pela vidraça e iluminando, aos poucos, toda a treva de ausências: sua camisa de dormir, quase infantil; suas fotos felizes ao olhar o enquadramento das minhas lentes; a música tocada na hora dos corpos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudade não é palavra para expressar isso tudo que me toma, assim, sem aviso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lua é clara, e calma. E reflete ela em mim, um lago esquecido pelo vento: essa superfície plana que ondula apenas quando um mar de memória transborda por entre os cílios ou quando uma salina se acumula e os olhos vermelhos não agüentam tanta dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lua atravessa essa substância translúcida, sem sentido, que me separa do mundo e ainda assim me deixa vê-lo. E, logo, o quarto ilumina-se dessa luz pálida e carinhosa, como há anos se desacostumou a gostar. E todas as coisas que o breu guardou tomam de assalto meus olhos. Traz à tona tudo que, por pena de mim, afoguei entre paredes, gavetas, álbuns e pequenas anotações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou deitado, procurando seu cheiro nos travesseiros, um cabelo entre as cobertas, um resquício de seu riso ao me pegar observando coisa alguma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou deitado, procurando sentir seu leve espasmo antes de adormecer e sua voz carinhosa quando eu tinha pesadelos me dizendo: tá tudo bem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando a lua se achega, ainda mais a mim, um pequeno solo de piano começa a reverberar por todo o cômodo. É como se a presença dela estivesse aos poucos se materializando. É como se os travesseiros recuperassem, sem razão aparente, o seu cheiro, como se as cores nas fotografias ganhassem a vivacidade de quando foram batidas. Como se sua voz cantarolasse essa pequena canção com o queixo recostado em meu ombro esquerdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lua se deita e me diz que ela está bem. Conta-me que naquela noite também  a visitou. E que ela, assim, lhe pediu:&lt;br /&gt;- Faça a ele companhia, pois também estou só...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1111886084484949777-5389361918500306209?l=aturlitera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aturlitera.blogspot.com/feeds/5389361918500306209/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1111886084484949777&amp;postID=5389361918500306209' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/5389361918500306209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/5389361918500306209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aturlitera.blogspot.com/2010/01/lua-clara.html' title='LUA CLARA*'/><author><name>Papoético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574729606942824505</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://bp1.blogger.com/_LU44BRO6TkM/SGrHVc-o99I/AAAAAAAAAFY/_Jjx-2zeOwY/S220/PDVD_010.BMP'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1111886084484949777.post-8758858392365642472</id><published>2010-01-24T21:34:00.000-08:00</published><updated>2010-01-25T09:01:44.739-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='(por: Uiliam Ferreira Boff)/ url da img: http://api.ning.com/files/JJMekgOeT8fVWdC68VRC-KbN2xCTbDoIe7mzIO6BboWwN4E91hoR2SCNQxNF2DCmVI*2waoUAxpGLQrq-0qWLcRWa4gDOoz5/AmajestadeoSabi.jpg'/><title type='text'>A UM SABIÁ</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_LU44BRO6TkM/S13NqL0r2_I/AAAAAAAAALg/v9ozERBwwf4/s1600-h/Sabi%C3%A1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 231px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_LU44BRO6TkM/S13NqL0r2_I/AAAAAAAAALg/v9ozERBwwf4/s320/Sabi%C3%A1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430722850290654194" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Para que vieste&lt;br /&gt;Na minha janela&lt;br /&gt;Meter o nariz?&lt;br /&gt;Se foi por um verso&lt;br /&gt;Não sou mais poeta&lt;br /&gt;Ando tão feliz!&lt;br /&gt;Se é para uma prosa&lt;br /&gt;Não sou Anchieta&lt;br /&gt;Nem venho de Assis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixa-te de histórias&lt;br /&gt;Some-te daqui!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(A um passarinho - Vinícus de Moares)&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muito tempo ela não sorria. Sei disso pela sua foto na primeira vez que a vi: ela não sorria há muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trocamos cartas. Desde a invenção da escrita, assim fazíamos, assim fazemos. Trocamos muitas palavras. Mas palavras o que são?! E, desde a vez que a vi, seu rosto permanecia ali, em mim, como um espelho que, gasto de projetar imagens, cansa e se parte em pedaços impossíveis, para que ninguém mais se admire nele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha dias que, de humor elevado, mandava-me lírios fotografados e depois de horas, em exaustão, olhando-os, percebia ela por detrás de cada uma daquelas flores. E, todas elas, apesar de lindas, nunca sorriam e, assim, ela nunca mesmo sorriu para mim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, sempre revia sua imagem tentando roubar-lhe um sorriso. Mas ela cobria qualquer excesso de luz sobre o que sobrava de seu amor, de sua dor. E, desse modo, ia ficando mais e mais lilás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, depois, entendi seu medo da luz; que era mais que medo: cogitei que o sol a invejava, causa e motivo pelos quais ele a maltratava a cada passo além da sombra segura da sua casa, do seu quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, ela permanecia lá, e quando se aventurava à janela sabia que já era tarde demais para a tarde. Sabida a noite, ela se debruçava levemente para fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre que a lia eu sabia: ela tinha muito a me contar. E mais ainda a me ensinar. Pena a descoberta tardia de que o que verdadeiramente me falava permanecia oculto entre uma palavra e outra, entre uma linha e a seguinte. Era nesse intervalo de silêncio, aonde o nada fingia e figurava, exatamente ali, ela soletrava seu mundo. Descobri tarde, porém, a tempo, um além de suas palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu a aguardava, todas as semanas. Ás vezes, tonto de náusea pelo atraso do carteiro (se ele fosse poeta saberia o mal que isso traz). Mas, a cada carta nova que abria, sentia em (des)dobradas alegrias o que a espera tinha me selado em angústia e tristeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E soube, então: foi ela quem me fez crer numa folha amarelada caída de uma mangueira, esquecida sobre o asfalto. - A folha ainda está lá! Ela dizia. Eu que nem sequer sabia de sua existência, cri! Hoje sei. Foi ela, também, quem me mostrou um coelho branco que se esconde na lua. Ela, a menina dos olhos imensos como a lua, mostrou-me o fel do paraíso; e eu a fiz acreditar que “um anjo torto, desses que vivem na sombra”, apesar e por ter caído, também já teve asas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram-se as estações... Ela me mandou a primavera no bico dum sabiá. E eu plantei uma camisa florida, que colho no dia que nos encontrarmos. Mas ela jamais sorria. Havia noites que ela tinha pesadelos; eu sonhava com ela. Na outra semana me escrevia contando que me ouvira em seu penar pelas terras de Morfeu. Mas ela jamais sorria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa alvorada qualquer, encontrei uma carta, na beirada da minha janela. Era o sabiá que a trazia! Abri com ternura o envelope e o sabiá paciente, em espera, me fitava. Era uma foto dela. Ela olhava para a lente com candura, contudo não sorria. Na imagem, sua boca batalhava a fim de decotar qualquer promissor sorriso. Até que debaixo das sobrancelhas, bem ali, vacilaram um pouco seus olhos, e pronto: fez-se uma curvatura distinta. Você sorriu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gritei: - Ela sorri!? E o sabiá saiu voando contar a ela a novidade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para B. M.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1111886084484949777-8758858392365642472?l=aturlitera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aturlitera.blogspot.com/feeds/8758858392365642472/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1111886084484949777&amp;postID=8758858392365642472' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/8758858392365642472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/8758858392365642472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aturlitera.blogspot.com/2010/01/um-sabia.html' title='A UM SABIÁ'/><author><name>Papoético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574729606942824505</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://bp1.blogger.com/_LU44BRO6TkM/SGrHVc-o99I/AAAAAAAAAFY/_Jjx-2zeOwY/S220/PDVD_010.BMP'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_LU44BRO6TkM/S13NqL0r2_I/AAAAAAAAALg/v9ozERBwwf4/s72-c/Sabi%C3%A1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1111886084484949777.post-1588456789586566719</id><published>2010-01-16T15:54:00.000-08:00</published><updated>2010-01-16T15:57:25.035-08:00</updated><title type='text'>RIMA RICA / FRASE FEITA - Nei Lisboa (álbum: Hein?!)</title><content type='html'>Desculpe, meu bem&lt;br /&gt;Se ontem te fiz chorar&lt;br /&gt;Mas a vida é assim mesmo&lt;br /&gt;Não se pode exigir&lt;br /&gt;Pouco dá pra esperar&lt;br /&gt;Muito obrigado por tudo&lt;br /&gt;Pelo teu suor, pelos teus gemidos&lt;br /&gt;E espero que a minha estupidez&lt;br /&gt;Cicatrize teus sentimentos feridos&lt;br /&gt;Nasci e morro assim, só&lt;br /&gt;Perdido no escuro, dentro de mim&lt;br /&gt;E vou cruzando o barro&lt;br /&gt;Vou comendo pó&lt;br /&gt;Até que chegue o fim&lt;br /&gt;Mas a força eu retiro&lt;br /&gt;Sugo feito vampiro&lt;br /&gt;De saber que as estrelas&lt;br /&gt;Também vivem sós&lt;br /&gt;De um cigarro amassado&lt;br /&gt;De uma rua deserta&lt;br /&gt;De outros que até eu posso sentir dó&lt;br /&gt;Da menina de olhos grandes como a lua&lt;br /&gt;De uma noite sentindo tua carne crua&lt;br /&gt;E dos bares, das festas&lt;br /&gt;Dos vinhos, serestas&lt;br /&gt;Das mentes infestas de podres horrores&lt;br /&gt;De mil desamores&lt;br /&gt;Do chope das quatro&lt;br /&gt;Desse louco mundo putrefato&lt;br /&gt;Dessa grande peça de teatro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/i3frxhjlvPE&amp;rel=0&amp;color1=0xffffff&amp;color2=0xffffff&amp;hl=en_US&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/i3frxhjlvPE&amp;rel=0&amp;color1=0xffffff&amp;color2=0xffffff&amp;hl=en_US&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowScriptAccess="always" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1111886084484949777-1588456789586566719?l=aturlitera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aturlitera.blogspot.com/feeds/1588456789586566719/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1111886084484949777&amp;postID=1588456789586566719' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/1588456789586566719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/1588456789586566719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aturlitera.blogspot.com/2010/01/rima-rica-frase-feita-nei-lisboa-album.html' title='RIMA RICA / FRASE FEITA - Nei Lisboa (álbum: Hein?!)'/><author><name>Papoético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574729606942824505</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://bp1.blogger.com/_LU44BRO6TkM/SGrHVc-o99I/AAAAAAAAAFY/_Jjx-2zeOwY/S220/PDVD_010.BMP'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1111886084484949777.post-2734364145358317268</id><published>2010-01-15T05:26:00.000-08:00</published><updated>2010-01-15T05:27:56.447-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='postado por: Uiliam Ferreira Boff'/><title type='text'>Memória - Carlos Drummond de Andrade</title><content type='html'>Amar o perdido&lt;br /&gt;deixa confundido&lt;br /&gt;este coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada pode o olvido&lt;br /&gt;contra o sem sentido&lt;br /&gt;apelo do Não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As coisas tangíveis&lt;br /&gt;tornam-se insensíveis&lt;br /&gt;à palma da mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas as coisas findas&lt;br /&gt;muito mais que lindas,&lt;br /&gt;essas ficarão."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1111886084484949777-2734364145358317268?l=aturlitera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aturlitera.blogspot.com/feeds/2734364145358317268/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1111886084484949777&amp;postID=2734364145358317268' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/2734364145358317268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/2734364145358317268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aturlitera.blogspot.com/2010/01/memoria-carlos-drummond-de-andrade.html' title='Memória - Carlos Drummond de Andrade'/><author><name>Papoético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574729606942824505</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://bp1.blogger.com/_LU44BRO6TkM/SGrHVc-o99I/AAAAAAAAAFY/_Jjx-2zeOwY/S220/PDVD_010.BMP'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1111886084484949777.post-2563270466828417576</id><published>2009-12-06T18:36:00.001-08:00</published><updated>2009-12-06T18:40:52.915-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='(escrito e postado por Uiliam Ferreira Boff)'/><title type='text'>PROLEGÔMENOS</title><content type='html'>(Quem sabe essa obra inaugure uma vida desencontrada&lt;br /&gt;              daquilo que a poesia admira ou ignora?!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o leitor austero&lt;br /&gt;imita em si uma liberdade,&lt;br /&gt;sem crítica;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;prontamente grita:&lt;br /&gt;sou Homero e&lt;br /&gt;Sófocles,&lt;br /&gt;canto e trago em mim a Desmedida;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o leitor esperto&lt;br /&gt;germina uma crítica&lt;br /&gt;e inaugura liberdades:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– dessas retinas fluíram o que é cânone,&lt;br /&gt;e domestiquei a preguiça,&lt;br /&gt;que é repetir hierarquias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(desse desmesurado intento&lt;br /&gt;extintos sentimentos me inflamaram:)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– sou a voz lúgubre,&lt;br /&gt;que incendiou Alexandria e Roma,&lt;br /&gt;que aniquilou mosteiros e Rosas sem nome –&lt;br /&gt;(quem é chama distingue-se no breu,&lt;br /&gt;quem é sombra, apaga-se quando algo brilha )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– abri portas ao diabo e o recolhi com festejos,&lt;br /&gt;juntos recebemos todos os malditos desta Terra,&lt;br /&gt;moribundos comedores de letras,&lt;br /&gt;desertores incompreensíveis&lt;br /&gt;da vida fácil,&lt;br /&gt;que já estava escrita.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1111886084484949777-2563270466828417576?l=aturlitera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aturlitera.blogspot.com/feeds/2563270466828417576/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1111886084484949777&amp;postID=2563270466828417576' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/2563270466828417576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/2563270466828417576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aturlitera.blogspot.com/2009/12/prolegomenos.html' title='PROLEGÔMENOS'/><author><name>Papoético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574729606942824505</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://bp1.blogger.com/_LU44BRO6TkM/SGrHVc-o99I/AAAAAAAAAFY/_Jjx-2zeOwY/S220/PDVD_010.BMP'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1111886084484949777.post-7804866720238342441</id><published>2009-11-27T09:49:00.000-08:00</published><updated>2009-11-30T04:17:07.243-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='(escrito e postado por Uiliam Ferreira Boff)'/><title type='text'>AS ESFERAS DOS PONTEIROS</title><content type='html'>Redonda-me esfera das horas&lt;br /&gt;e rola sobre tudo que é esmola:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quando sou todo roubo&lt;br /&gt;de meta e física, desinteressadas;&lt;br /&gt;força, inda que côncava, &lt;br /&gt;e extravasa minha mira,&lt;br /&gt;mas não retraias cômica&lt;br /&gt;à minha própria física.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Redonda-me esfera das horas&lt;br /&gt;e rola sobre tudo que amola:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sempre que afio o destino&lt;br /&gt;em qualquer encruzilhada;&lt;br /&gt;desafia meu passo incerto&lt;br /&gt;onde habitam pegadas&lt;br /&gt;de retidão sem sentido&lt;br /&gt;de voltas sem revolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Redonda-me esfera das horas&lt;br /&gt;e rola sobre tudo que apaga:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nos meus dias de aridez de ação&lt;br /&gt;e de cinzas antes da chama;&lt;br /&gt;afoga meu fogo de palha&lt;br /&gt;meu paiol de tinteiro&lt;br /&gt;e com pontas de agulhas&lt;br /&gt;fagulha em mim um discurso inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Redonda-me esfera das horas&lt;br /&gt;e rola sobre tudo que chora:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;das vezes sem mares no peito,&lt;br /&gt;e o mundo inda quero salgar;&lt;br /&gt;atrasa a palavra tempo,&lt;br /&gt;e a transborda com tuas esferas,&lt;br /&gt;onde uma seta desenha pérolas,&lt;br /&gt;onde uma concha já fora grão &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espera-me esfera das horas...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1111886084484949777-7804866720238342441?l=aturlitera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aturlitera.blogspot.com/feeds/7804866720238342441/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1111886084484949777&amp;postID=7804866720238342441' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/7804866720238342441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/7804866720238342441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aturlitera.blogspot.com/2009/11/as-esferas-dos-ponteiros.html' title='AS ESFERAS DOS PONTEIROS'/><author><name>Papoético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574729606942824505</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://bp1.blogger.com/_LU44BRO6TkM/SGrHVc-o99I/AAAAAAAAAFY/_Jjx-2zeOwY/S220/PDVD_010.BMP'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1111886084484949777.post-3842884253694092506</id><published>2009-11-20T08:27:00.000-08:00</published><updated>2009-11-20T08:37:13.741-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='(escrito e postado por Uiliam Ferreira Boff)'/><title type='text'>A RETÓRICA DA PRESSA</title><content type='html'>Há um fato irremediável em nossos dias: há pressa (para tudo). Ainda assim, não temos tempo para sabê-la.&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;Preferimos não constatar o ziguezague dos motociclistas, costurando por entre o tráfego, uma coreografia para cerzir ponteiros de relógios, antes da próxima entrega. No entanto, desejamos nossos documentos entregues antes do próximo quartel de hora (sem arranhões e que cheguem sãos e salvos). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Optamos por não compreender um corpo descuidado que, subitamente, para pela calçada, para conversar com outro velho corpo, amigo. Todavia, não nos incomodamos em achar ou guardar um lugar na fila do banco, para pagar contas de um amigo de última hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ora, estou ao telefone. Está com pressa? Passa por cima!”. Diria, e diz, o educado e solitário cavalheiro em seu carro importado. Enquanto um ônibus atulhado de trabalhadores aguarda o próximo sinal verde, que por hora se apaga. O mesmo gentleman que, generosamente, acelera seu possante ao ver que um outro coletivo ameaça tomar-lhe a dianteira, saindo do acostamento. Realizando, desse modo, um legítimo ato solidário, para que seus 54 ocupantes não se envolvam na caótica avenida e aguardem mais alguns minutos até que a via esteja calma e segura. Um cidadão exemplar, que realiza com bravura essa mesma e benevolente ação com os cadeirantes, com senhores e senhoras de idade (e, até mesmo, com criancinhas), que merecem toda a atenção ao tentar atravessar uma faixa de segurança. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na nossa disputa diária, na nossa corrida de seres humanos, porém, ganha, não aquele que tem mais pressa, mas aquele que tem mais paciência: “O menino está agonizando!”... “Pois não... Por favor, aguarde a chamada da sua senha, senhora; a menos, é lógico, que a senhora tenha convênio. Nesse caso basta entrar pela outra porta. Caso não seja conveniada, não se aflija, a morte não tem pressa, não é!?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, tenhamos mais do que calma, tenhamos e aprendamos a desenvolver a resignação: “...então, quer dizer que o seu processo ainda não foi julgado. Eu lhe avisei, era mais fácil ter esquecido o caso. Afinal esse tipo de atraso não é o primeiro, nem será o último. Aliás, não há motivo para tantas reclamações, o senhor não acha!? Aqui, o senhor tem cama, comida e roupa lavada... em que outro lugar o senhor teria tantos privilégios. Além do mais, o senhor dispõe de uma hora de sol por dia e uma visita da família por mês, e família, meu amigo, às vezes, só nos dá mais problemas...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aqui termino, para não tomar muito de seu valioso tempo. Mesmo porque tenho que entrar no meu twitter, ver meu blog, responder meus e-mails... Puts, esqueci novamente meu filho na escola... até mais. Fui!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1111886084484949777-3842884253694092506?l=aturlitera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aturlitera.blogspot.com/feeds/3842884253694092506/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1111886084484949777&amp;postID=3842884253694092506' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/3842884253694092506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/3842884253694092506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aturlitera.blogspot.com/2009/11/retorica-da-pressa.html' title='A RETÓRICA DA PRESSA'/><author><name>Papoético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574729606942824505</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://bp1.blogger.com/_LU44BRO6TkM/SGrHVc-o99I/AAAAAAAAAFY/_Jjx-2zeOwY/S220/PDVD_010.BMP'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1111886084484949777.post-2621427202857938883</id><published>2009-11-19T10:47:00.000-08:00</published><updated>2009-11-20T08:36:23.366-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='(escrito e postado por Uiliam Ferreira Boff)'/><title type='text'>O ÚLTIMO TANGO QUE PERDI</title><content type='html'>Às vezes, caminhando pelas calçadas estreitas, do tamanho da paciência que as pessoas têm umas com as outras, nessa pressa dos dias, não é raro avistar, numa esquina qualquer, transeuntes, passantes, flauneurs, na direção exatamente oposta dos meus passos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesses parcos momentos o acaso teima, por vezes, em lançar peças de um cadenciado dilema: um outro que vem, em seus pensamentos próprios, em seu labirinto próprio, converge na mesma e particular rota, escolhida por mim, que logo penso: vou-me para lá! Ao que o outro, em sintonia de corpos, já pensa no mesmo instante e determina à sua musculatura: para lá! Ato prévio do imprevisto, desloco-me para acolá, percebendo no rosto, cada vez mais abrupto, certo embaraço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, nosso ato é falho. Pois, na medida do concerto de um, há o desconcerto do outro; nisso estamos de acordo. E, sem prévias apresentações, figuramos um balé insensato, iniciado entre a disritmia de buzinas, conversas avulsas e olhares alhures.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambos envoltos nesse descompasso de um dois-pra-lá, dois-pra-cá, olhamo-nos, encabulados, adivinhando, sem o menor consentimento, o equivocado e alheio passo. Então, estamos próximos de uma intimidade acidental, dessas que apenas espaços públicos são capazes de proporcionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento, penso que há infindáveis escolhas para seguirmos o baile truncado, eu e meu par, ou encerrarmos com uma troca de pares, nosso baião de doidos. E mesmo se, por uma eventualidade, titubeio no embalo, não há jeito: seguimos o trote, pois meu par já me adivinha, certo do nosso enlace. De nada adianta ignorar-lhe, porque estamos na pista e, mesmo sem desejarmos, toda a via já reconhece nosso bailar encruzilhado. Podemos, talvez, baixar os semblantes, esquecermo-nos por um instante, e ver até aonde a curiosidade nos levará. Quem sabe, ainda, temos o tempo de um disparate, e passarmos de banda, para o outro lado do passeio, num ritmo popular...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há uma última volta e nessa a dança se encerra. Contudo, cabe um aviso: àqueles que não sabem assoviar, mil perdões, mas este xote é só para quem já ouviu e sabe imitar o sabiá. Primeiro, há de se olhar para o seu par e abrir um sorriso, desses que a boca fique menos à mostra que o siso. Depois, há de se aproximar os lábios e assoviar qualquer melodia que apareça e caminhar conforme a cadência da música. Ah! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falta a nota essencial: manter uma trajetória, escolhida a esmo, e passar com falso desdém pelo acompanhante de última hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da última vez que isso me aconteceu, segui pela calçada e larguei meu par sob o holofote das vitrines, em meio a outros pares. No entanto, fora tanta sintonia, tantos acordes e piruetas mútuas que, ao passar do seu lado, já arrependido prometi: da próxima vez, com uma flor entre os dentes, paro em frente à dançarina e tiro-a para um tango no meio da avenida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1111886084484949777-2621427202857938883?l=aturlitera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aturlitera.blogspot.com/feeds/2621427202857938883/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1111886084484949777&amp;postID=2621427202857938883' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/2621427202857938883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/2621427202857938883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aturlitera.blogspot.com/2009/11/o-ultimo-tango-que-perdi.html' title='O ÚLTIMO TANGO QUE PERDI'/><author><name>Papoético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574729606942824505</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://bp1.blogger.com/_LU44BRO6TkM/SGrHVc-o99I/AAAAAAAAAFY/_Jjx-2zeOwY/S220/PDVD_010.BMP'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1111886084484949777.post-7484474145408216894</id><published>2009-07-13T15:04:00.000-07:00</published><updated>2009-07-13T15:07:33.799-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='escrito por: Uiliam Ferreira Boff'/><title type='text'>DIVA DOS MEUS SONHOS</title><content type='html'>Oh musa britadeira que trouxeste&lt;br /&gt;ruídos decantados da cidade,&lt;br /&gt;empresta-me um som bruto e ligeiro,&lt;br /&gt;tipo turbina dum 347.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Invadas no chão o pavio da cidade,&lt;br /&gt;como um velho explodindo os campos,&lt;br /&gt;mas me acuda dessa chuva celeste&lt;br /&gt;de revolveres, fuzis e morteiros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Britadeira! Levantas minha noite,&lt;br /&gt;antes da luz devorar meus cavalos&lt;br /&gt;e ruminar os bois do meu tempo;&lt;br /&gt;acorda no meu braço o infarto&lt;br /&gt;pra ressentir aquilo que não lembro,&lt;br /&gt;pra não morrer a voz do braço esquerdo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1111886084484949777-7484474145408216894?l=aturlitera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aturlitera.blogspot.com/feeds/7484474145408216894/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1111886084484949777&amp;postID=7484474145408216894' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/7484474145408216894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/7484474145408216894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aturlitera.blogspot.com/2009/07/diva-dos-meus-sonhos.html' title='DIVA DOS MEUS SONHOS'/><author><name>Papoético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574729606942824505</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://bp1.blogger.com/_LU44BRO6TkM/SGrHVc-o99I/AAAAAAAAAFY/_Jjx-2zeOwY/S220/PDVD_010.BMP'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1111886084484949777.post-5923492075166353715</id><published>2009-01-26T03:22:00.000-08:00</published><updated>2009-02-03T11:28:40.137-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reforma'/><title type='text'>Reforma (por Uiliam Ferreira Boff)</title><content type='html'>Por medidas mórbidas,&lt;br /&gt;procuro morfemas simples,&lt;br /&gt;verbalizações concretas como caneta e papel;&lt;br /&gt;não me asseguro mais das formas que vem do além.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para tanto, sossego;&lt;br /&gt;dou-me tempo&lt;br /&gt;(ele me doa pensamentos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas a regra me doa um só,&lt;br /&gt;para agir um só:&lt;br /&gt;semcontarcomcantosdistintos,gravurasdiversasdepensarmundos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdi meus encantos bilíngues (um grifo vermelho me lembra)&lt;br /&gt;na expressão prosaica da regra&lt;br /&gt;que insiste sobre o que vive na virtualidade;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;resolvido: parei!&lt;br /&gt;a vida para (pára?!), ou melhor:&lt;br /&gt;resolveram por mim os juízes mortos&lt;br /&gt;das escrivaninhas e academias neo-nadísticas;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(nem o computador me salva!?...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;cá pra mim,&lt;br /&gt;reformar-me-ia-se-formasse-trema-hifenizante!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1111886084484949777-5923492075166353715?l=aturlitera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aturlitera.blogspot.com/feeds/5923492075166353715/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1111886084484949777&amp;postID=5923492075166353715' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/5923492075166353715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/5923492075166353715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aturlitera.blogspot.com/2009/01/reforma-por-uiliam-ferreira-boff.html' title='Reforma (por Uiliam Ferreira Boff)'/><author><name>Papoético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574729606942824505</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://bp1.blogger.com/_LU44BRO6TkM/SGrHVc-o99I/AAAAAAAAAFY/_Jjx-2zeOwY/S220/PDVD_010.BMP'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1111886084484949777.post-2425223221342236936</id><published>2009-01-08T19:18:00.000-08:00</published><updated>2009-01-08T19:28:41.305-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='postado por: Uiliam Ferreira Boff'/><title type='text'>Ilha Café     Blog do Coletivo Literário Cardamomo.</title><content type='html'>Trechos de sujeitos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A NÃO-PALAVRA (por Fabrício Fortes)&lt;br /&gt;A fala que mora&lt;br /&gt;no meio das tuas palavras&lt;br /&gt;não se pode pôr no papel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BOCA MALDITA (por Daniel Retamoso Palma)&lt;br /&gt;A boca mal dita a sombra&lt;br /&gt;do que sabe de si&lt;br /&gt;o corpo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TECIDO DO ABANDONO (por Odemir Tex Jr.)&lt;br /&gt;Este é o tecido que cobre&lt;br /&gt;Todos os móveis do abandono&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SETE SUICIDAS (por Uiliam Ferreira Boff)&lt;br /&gt;que importa saber dos dez lírios que plantei e você não colheu&lt;br /&gt;meu amor será sempre essa rosa medonha e parca&lt;br /&gt;que estoura quando ninguém mais tem mãos, braços e olhos&lt;br /&gt;não me planto mais, não me rego, nunca me importei com o tempo....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mais goles: http://ilhacafe.blogspot.com/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1111886084484949777-2425223221342236936?l=aturlitera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aturlitera.blogspot.com/feeds/2425223221342236936/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1111886084484949777&amp;postID=2425223221342236936' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/2425223221342236936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/2425223221342236936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aturlitera.blogspot.com/2009/01/ilha-caf-blog-do-coletivo-literrio.html' title='Ilha Café     Blog do Coletivo Literário Cardamomo.'/><author><name>Papoético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574729606942824505</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://bp1.blogger.com/_LU44BRO6TkM/SGrHVc-o99I/AAAAAAAAAFY/_Jjx-2zeOwY/S220/PDVD_010.BMP'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1111886084484949777.post-6971940602185834037</id><published>2009-01-07T20:36:00.000-08:00</published><updated>2009-01-07T20:41:59.945-08:00</updated><title type='text'>Bilhete - texto de Bruna Mitrano, do blog de lírio lilas</title><content type='html'>Ei!, sabe o que lembrei agora? D’aquela folha amarela (pisoteada) que vimos bem na faixa de pedestres num sinal em Copacabana. Você podia jurar que eu escreveria algo sobre a folha que, sem nenhuma dúvida, só nós dois vimos. Não escrevi. Você fez questão de demonstrar decepção. Porque não escrevi. Aí eu disse que a gente não escreve sobre o que quer, nem quando, nem onde; uma meia verdade que me pareceu inteira no momento em que eu falava quase sem pensar a respeito. Não escrevi.&lt;br /&gt;Escrevo então p’ra dizer que não, não pretendo escrever sobre a folha amarela, nossa folha amarela, de amendoeira, se não me engano. Por que então? P’ra dizer que ainda a vejo. Que ela ainda está lá, sob sapatos estressadíssimos. Que enquanto eu não atravessar aquela rua novamente e, olhando para baixo, constatar ausência de resíduos de folha amarela entre as gordas linhas brancas, ela não abandonará aquele pedaço de asfalto.&lt;br /&gt;Ainda agora, debaixo de chuva, sei que ela está lá, ouvindo o Cartola que aqui canta. E vai permanecer, mesmo quando não houver nenhum “nós dois” para vê-la ou trabalhadores apressados para não vê-la ou chuva de frente fria ou voz de Cartola, que aqui canta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;acompanhem as pétalas desse de lírio lilás -    http://deliriolilas.blogspot.com/&lt;/span&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1111886084484949777-6971940602185834037?l=aturlitera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aturlitera.blogspot.com/feeds/6971940602185834037/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1111886084484949777&amp;postID=6971940602185834037' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/6971940602185834037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/6971940602185834037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aturlitera.blogspot.com/2009/01/bilhete-texto-de-bruna-mitrano-do-blog.html' title='Bilhete - texto de Bruna Mitrano, do blog de lírio lilas'/><author><name>Papoético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574729606942824505</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://bp1.blogger.com/_LU44BRO6TkM/SGrHVc-o99I/AAAAAAAAAFY/_Jjx-2zeOwY/S220/PDVD_010.BMP'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1111886084484949777.post-6830088317255988917</id><published>2009-01-07T20:12:00.000-08:00</published><updated>2009-01-07T20:26:17.712-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='escrito por: Uiliam Ferreira Boff'/><title type='text'>Cativo</title><content type='html'>uma falha na face: basta – caminho pro coração&lt;br /&gt;facilmente, tudo engasga de espasmo&lt;br /&gt;  soletra alfabeto pra virar um nada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a face, meia faca, amola a pressão do sorriso,&lt;br /&gt;decota o mundo sóbrio –  praticidade da vida pro acaso&lt;br /&gt;(mais fácil seria a esmola de uma carranca pra sua metade séria)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; absorvido – permeio de si – mastigando meios&lt;br /&gt;  coração devorador das metades de pontes&lt;br /&gt;   vão ... ficam ... tornam ... e somem&lt;br /&gt;    face pra face&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; boca: caminheiro vertido de vozes&lt;br /&gt;  faceta de agulha de verbo: descosturada&lt;br /&gt;    de razões desse peito...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1111886084484949777-6830088317255988917?l=aturlitera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aturlitera.blogspot.com/feeds/6830088317255988917/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1111886084484949777&amp;postID=6830088317255988917' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/6830088317255988917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/6830088317255988917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aturlitera.blogspot.com/2009/01/uma-falha-na-face-basta-caminho-pro.html' title='Cativo'/><author><name>Papoético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574729606942824505</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://bp1.blogger.com/_LU44BRO6TkM/SGrHVc-o99I/AAAAAAAAAFY/_Jjx-2zeOwY/S220/PDVD_010.BMP'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1111886084484949777.post-5598892888108172123</id><published>2008-11-30T21:03:00.000-08:00</published><updated>2008-11-30T21:09:29.727-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='postado por: Uiliam Ferreira Boff'/><title type='text'>Sete Suicidas</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;O primeiro canto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não serei breve; paciência com o corredor que enxergas...&lt;br /&gt;ah! paredes tolas; nossas cabeças estão degoladas, lá fora.&lt;br /&gt;esse teto é um docel armado por cruzes e tridentes,&lt;br /&gt;e o chão... tudo se dissolve em meio a acidez das passadas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não há motivos para exasperos, não quero saber do nada mais,&lt;br /&gt;ainda me sobram a cunha das mãos para moldar o que penso,&lt;br /&gt;me sobram os dedos, ainda posso tragá-los e acariciar meus temores&lt;br /&gt;ainda, ainda, ainda há vontades de lembrar do lá fora...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vamos todos, todos degolados, engatinhar no pasto,&lt;br /&gt;enfrentar as pestes psíquicas do próximo vale;&lt;br /&gt;valerá a pena reencontrar o que não sei desse descampado,&lt;br /&gt;encontraremos um espelho deitado refrescando as perdas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que importa saber dos dez lírios que plantei e você não colheu&lt;br /&gt;meu amor será sempre essa rosa medonha e parca&lt;br /&gt;que estoura quando ninguém mais tem mãos, braços e olhos&lt;br /&gt;não me planto mais, não me rego, nunca me importei com o tempo....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(mentira!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, as dez da tarde, vou assaltar todas as padarias,&lt;br /&gt;roubar de uma só vez toda a farinha do mundo&lt;br /&gt;e convidar apenas os padeiros para um banquete espetacular,&lt;br /&gt;quebrarei todas as mandíbulas dos dráculas da fila do pão...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ah! noite perturbada; vou esquecer nosso encontro,&lt;br /&gt;amputarei minhas pernas e doarei todos os meus olhos,&lt;br /&gt;transplantarei para os outros cada ponta de vista que te tenho&lt;br /&gt;e eles verão apenas dias e mais dias e mais dias, eu nunca mais dormirei...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quando olhei para esses telhados, encolhia os vãos desse corpo&lt;br /&gt;e já estarei lá, neles, debruçado: toda a minha preguiça,&lt;br /&gt;me esganiçando com os gatos, uma canção dessas tolas&lt;br /&gt;meditando a queda da sua supremacia egípcia...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1111886084484949777-5598892888108172123?l=aturlitera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aturlitera.blogspot.com/feeds/5598892888108172123/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1111886084484949777&amp;postID=5598892888108172123' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/5598892888108172123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/5598892888108172123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aturlitera.blogspot.com/2008/11/sete-suicidas.html' title='Sete Suicidas'/><author><name>Papoético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574729606942824505</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://bp1.blogger.com/_LU44BRO6TkM/SGrHVc-o99I/AAAAAAAAAFY/_Jjx-2zeOwY/S220/PDVD_010.BMP'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1111886084484949777.post-4008250398795918480</id><published>2008-11-30T18:14:00.000-08:00</published><updated>2008-11-30T18:17:51.335-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='by Roberto Piva in Paranóia (1963) - postado por Uiliam Ferreira Boff'/><title type='text'>A Piedade (Poesia do Roberto Piva)</title><content type='html'>Eu urrava nos poliedros da Justiça meu momento&lt;br /&gt;   abatido na extrema paliçada&lt;br /&gt;os professores falavam da vontade de dominar e da&lt;br /&gt;   luta pela vida&lt;br /&gt;as senhoras católicas são piedosas&lt;br /&gt;os comunistas são piedosos&lt;br /&gt;os comerciantes são piedosos&lt;br /&gt;só eu não sou piedoso&lt;br /&gt;se eu fosse piedoso meu sexo seria dócil e só se ergueria&lt;br /&gt;   aos sábados à noite&lt;br /&gt;eu seria um bom filho meus colegas me chamariam&lt;br /&gt;   cu-de-ferro e me fariam perguntas: por que navio&lt;br /&gt;   bóia? por que prego afunda?&lt;br /&gt;eu deixaria proliferar uma úlcera e admiraria as&lt;br /&gt;   estátuas de fortes dentaduras&lt;br /&gt;iria a bailes onde eu não poderia levar meus amigos&lt;br /&gt;   pederastas ou barbudos&lt;br /&gt;eu me universalizaria no senso comum e eles diriam&lt;br /&gt;   que tenho todas as virtudes&lt;br /&gt;eu não sou piedoso&lt;br /&gt;eu nunca poderei ser piedoso&lt;br /&gt;meus olhos retinem e tingem-se de verde&lt;br /&gt;Os arranha-céus de carniça se decompõem nos&lt;br /&gt;   pavimentos&lt;br /&gt;os adolescentes nas escolas bufam como cadelas&lt;br /&gt;   asfixiadas&lt;br /&gt;arcanjos de enxofre bombardeiam o horizonte através&lt;br /&gt;   dos meus sonhos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1111886084484949777-4008250398795918480?l=aturlitera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aturlitera.blogspot.com/feeds/4008250398795918480/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1111886084484949777&amp;postID=4008250398795918480' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/4008250398795918480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/4008250398795918480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aturlitera.blogspot.com/2008/11/piedade-poesia-do-roberto-piva.html' title='A Piedade (Poesia do Roberto Piva)'/><author><name>Papoético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574729606942824505</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://bp1.blogger.com/_LU44BRO6TkM/SGrHVc-o99I/AAAAAAAAAFY/_Jjx-2zeOwY/S220/PDVD_010.BMP'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1111886084484949777.post-4125073269354728518</id><published>2008-11-29T16:12:00.000-08:00</published><updated>2008-11-29T16:13:52.061-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='escrito por: Uiliam Ferreira Boff'/><title type='text'>Visões del Sur</title><content type='html'>Bueno!&lt;br /&gt;Me compreendes homem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Complicado teu causo, meu senhor:&lt;br /&gt;campear verdades, nas ilusões do teu Sur;&lt;br /&gt;cosa séria: senhor-menino-descampado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ouves, Senhor:&lt;br /&gt;teu sul-realismo é um cego admirando a geada, que não há&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;larga este açude, esses peixes já voam sós, feito cavalos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quando voltares as rendas da tua prenda&lt;br /&gt;escuta o silêncio trazido dos partos da tua eternidade imaginária&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e viste aquelas cercas? ... empunha a guitarra e reverbera o vento dos campos,&lt;br /&gt;tropeia com teus filhos para longe da liberdade da varanda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e nos dias daqui, desta cidade-bairrista,&lt;br /&gt;deposita confiança nessa caneca de calçada:&lt;br /&gt;“ajude um pobre cego, cultivador de auroras, meu senhor”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1111886084484949777-4125073269354728518?l=aturlitera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aturlitera.blogspot.com/feeds/4125073269354728518/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1111886084484949777&amp;postID=4125073269354728518' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/4125073269354728518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/4125073269354728518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aturlitera.blogspot.com/2008/11/vises-del-sur.html' title='Visões del Sur'/><author><name>Papoético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574729606942824505</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://bp1.blogger.com/_LU44BRO6TkM/SGrHVc-o99I/AAAAAAAAAFY/_Jjx-2zeOwY/S220/PDVD_010.BMP'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1111886084484949777.post-8172929729367226168</id><published>2008-09-27T18:08:00.000-07:00</published><updated>2008-09-27T18:10:41.804-07:00</updated><title type='text'>Vida e Morte Bergamota (por Uiliam Ferreira Boff)</title><content type='html'>roubar-te um aroma,&lt;br /&gt;quando é antes idéia não transpirada, como?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;amaldiçoar tua dádiva,&lt;br /&gt;inda inteiriça se partida;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;findar a promessa desta casca:&lt;br /&gt;a vontade semeia, aí, a surpresa&lt;br /&gt;– camadas e camadas de pele fresca –&lt;br /&gt;pedaço de prazer velado&lt;br /&gt;(em tua forma, sim, o primeiro pecado)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e mais que muitas é meia:&lt;br /&gt;irônica agridoce (vale mais que inteira)&lt;br /&gt;decerto descobre&lt;br /&gt;gomos imaturos em línguas alheias;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;as bocas tantas, poucas,&lt;br /&gt;não adivinham de teu todo o fragmento;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;casca-suco dilacerada,&lt;br /&gt;adianta a herança fétida da tua morte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1111886084484949777-8172929729367226168?l=aturlitera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aturlitera.blogspot.com/feeds/8172929729367226168/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1111886084484949777&amp;postID=8172929729367226168' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/8172929729367226168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/8172929729367226168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aturlitera.blogspot.com/2008/09/vida-e-morte-bergamota-por-uiliam.html' title='Vida e Morte Bergamota (por Uiliam Ferreira Boff)'/><author><name>Papoético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574729606942824505</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://bp1.blogger.com/_LU44BRO6TkM/SGrHVc-o99I/AAAAAAAAAFY/_Jjx-2zeOwY/S220/PDVD_010.BMP'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1111886084484949777.post-2914130761984532297</id><published>2008-09-24T19:47:00.000-07:00</published><updated>2008-09-26T06:41:25.949-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Uiliam'/><title type='text'>Desembarque (por Uiliam Ferreira Boff)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Vez ou outra desembarco em mim. Da vez última, atônitos os fantasmas dispersaram-se pelos águas, como barcas, e tudo pareceu estar longe, longe de novo. Estendi-me muito, numa viagem antiga de encontrar coisas passadas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas não esbarrei em coisa alguma, nem mesmo naquelas que cuidei indiferente, que dei de beber aos mares e comer nas conchas essas migalhas que o acaso lhes provesse. Criei-as assim, de velas baixadas, aos cuidados da correnteza. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tantas e de tantas, que as vi flutuantes, amedrontando-me, navegando-me furiosas, em minhas próprias vertigens... talvez fossem monstros imergindo de coisa nenhuma... e, eram apenas coisas boiando. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E o maior milagre foi não vê-las mais - que estratagema engenhoso esse, de ancorar as coisas em portos fantasmas, que nem a memória guarda - e quem não faria tamanho truísmo nesse abismo todo?! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas a cada instante, ouvia, cada vez mais perto, assombros vindos das vagas; de quem? E me lançava em inesperadas divagações... quantos fizeram, aqui, sua morada, estacando vidas e foram embora, assim, sem mais”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eis que seguia, encontrei, mais adentro, num turbilhão de coisas, quem chegava do mar: era eu, desembarcando... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1111886084484949777-2914130761984532297?l=aturlitera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aturlitera.blogspot.com/feeds/2914130761984532297/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1111886084484949777&amp;postID=2914130761984532297' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/2914130761984532297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/2914130761984532297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aturlitera.blogspot.com/2008/09/ah-coisa-nenhuma.html' title='Desembarque (por Uiliam Ferreira Boff)'/><author><name>Papoético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574729606942824505</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://bp1.blogger.com/_LU44BRO6TkM/SGrHVc-o99I/AAAAAAAAAFY/_Jjx-2zeOwY/S220/PDVD_010.BMP'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1111886084484949777.post-8551976149291954741</id><published>2008-09-17T19:47:00.001-07:00</published><updated>2008-09-26T06:46:33.404-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Uiliam'/><title type='text'>T... e... ( ).. p... o</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_LU44BRO6TkM/SNJrGlu2-wI/AAAAAAAAAJE/MTyUjYiS0Us/s1600-h/1944505.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5247374276792089346" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_LU44BRO6TkM/SNJrGlu2-wI/AAAAAAAAAJE/MTyUjYiS0Us/s320/1944505.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Eu ando nas ruas com o sol descolado da tua pessoa” (Tom e Chico)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É claro esse passo. Demarca um pedaço próprio (instante ingênuo, instante abatido, por uma reforma urbana apressada, cuja cobrança precede quaisquer regalias de posse)... mas ainda é claro; e o que haveria para encobrir, além da uma réstia de sombra?!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um após o outro, cedem numa medida aleatória, onde se deposita, aritmética, toda essa parte do corpo que apenas o chão sempre reconhece. E dada a passada, é outra luta para não sentir mais a mesma saudade ( nova aflição de saber que, se uma hora pára, o corpo cessa e o mundo esbarra desgovernado).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Força ante força, somando e diminuindo (todos os antes, todos os depois da carne) o que precisa tencionar sobre o solo e aquilo que o solo rouba incólume - sinergia misteriosa - o corpo age sem distinção de lados, em revoluções. Quando já tormenta, pernas de torvelinho, reinventa-se roda e vai, vai, vai até... até que aliviado de toda física, admira as coisas que seguem, ali, aqui, à sua volta: intactas, distintas do resto que é rua, fuligem, sorriso, vertigem luminosa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Contudo, ainda crê no átimo quente de luz, que vicia muito mais as coisas da idéia, que a idéia das coisas (ademais, o que não é brilho, são esperas ruminosas consumindo os calçados, sombras enraizadas espreitando no calçamento...).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E observa essas cenas - os aguardos de tudo - como se fossem honrosos presentes para o olhar, adivinhando o que escolherá, afinal, dessa rua...&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1111886084484949777-8551976149291954741?l=aturlitera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aturlitera.blogspot.com/feeds/8551976149291954741/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1111886084484949777&amp;postID=8551976149291954741' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/8551976149291954741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/8551976149291954741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aturlitera.blogspot.com/2008/09/t-e-p-o.html' title='T... e... ( ).. p... o'/><author><name>Papoético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574729606942824505</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://bp1.blogger.com/_LU44BRO6TkM/SGrHVc-o99I/AAAAAAAAAFY/_Jjx-2zeOwY/S220/PDVD_010.BMP'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_LU44BRO6TkM/SNJrGlu2-wI/AAAAAAAAAJE/MTyUjYiS0Us/s72-c/1944505.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1111886084484949777.post-7607537802483758114</id><published>2008-08-04T22:13:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T10:14:27.786-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='às 02:15h'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='postado por: Uiliam Ferreira Boff'/><title type='text'>Duclós</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_LU44BRO6TkM/SJficRd3AtI/AAAAAAAAAHw/BDzHytg4UmU/s1600-h/capaoutubro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5230898467566977746" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_LU44BRO6TkM/SJficRd3AtI/AAAAAAAAAHw/BDzHytg4UmU/s320/capaoutubro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Odeio tarefas&lt;br /&gt;qualquer uma serve para estragar o dia&lt;br /&gt;faço de conta que não existo&lt;br /&gt;e quando menos esperas&lt;br /&gt;lá estou a sussurar no ouvido&lt;br /&gt;o perfume de um novo estufar de velas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou mais que um boa-praça&lt;br /&gt;casei com o novo dia&lt;br /&gt;conceitos atirei pela janela&lt;br /&gt;e embora eles voltem para regular minha vida&lt;br /&gt;confio neste incêndio que queima a goela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Nei Duclós - Outubro - 1975)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://outubro.blogspot.com/"&gt;http://outubro.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1111886084484949777-7607537802483758114?l=aturlitera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aturlitera.blogspot.com/feeds/7607537802483758114/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1111886084484949777&amp;postID=7607537802483758114' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/7607537802483758114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/7607537802483758114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aturlitera.blogspot.com/2008/08/ducls.html' title='Duclós'/><author><name>Papoético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574729606942824505</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://bp1.blogger.com/_LU44BRO6TkM/SGrHVc-o99I/AAAAAAAAAFY/_Jjx-2zeOwY/S220/PDVD_010.BMP'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_LU44BRO6TkM/SJficRd3AtI/AAAAAAAAAHw/BDzHytg4UmU/s72-c/capaoutubro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1111886084484949777.post-5966465525024590448</id><published>2008-08-01T07:47:00.000-07:00</published><updated>2008-08-04T22:26:08.403-07:00</updated><title type='text'>Quanta tarde</title><content type='html'>peripécias sem desfecho da tarde&lt;br /&gt;idas pra outras idas&lt;br /&gt;e vês a tarde tarde&lt;br /&gt;que recomeço fica&lt;br /&gt;sem passar por aí?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;em tempo de quando em quando&lt;br /&gt;um bom tempo, que corta a língua&lt;br /&gt;conta ainda o agora que vive de tarde em tarde&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é uma memória relida&lt;br /&gt;juntada aos pedaços&lt;br /&gt;que entenda um talvez,&lt;br /&gt;ainda que tarde,&lt;br /&gt;que um quando&lt;br /&gt;já vai se acabando&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1111886084484949777-5966465525024590448?l=aturlitera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aturlitera.blogspot.com/feeds/5966465525024590448/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1111886084484949777&amp;postID=5966465525024590448' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/5966465525024590448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/5966465525024590448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aturlitera.blogspot.com/2008/08/peripcias-sem-desfecho-da-tarde-idas.html' title='Quanta tarde'/><author><name>Papoético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574729606942824505</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://bp1.blogger.com/_LU44BRO6TkM/SGrHVc-o99I/AAAAAAAAAFY/_Jjx-2zeOwY/S220/PDVD_010.BMP'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1111886084484949777.post-1636393308329290615</id><published>2008-07-03T18:35:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T10:14:28.515-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='22:38h.'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='escrito por: Uiliam Ferreira Boff'/><title type='text'>da sala do solar</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_LU44BRO6TkM/SG1-0yPh_GI/AAAAAAAAAGg/-jmyvoYZTYg/s1600-h/1926951.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5218966988497484898" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_LU44BRO6TkM/SG1-0yPh_GI/AAAAAAAAAGg/-jmyvoYZTYg/s320/1926951.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de perto,&lt;br /&gt;as curvas lustrosas da parede ambígua&lt;br /&gt;arrombam vertigens desde dentro,&lt;br /&gt;povoando novamente velhos vitrais;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a sonoridade do silêncio encanado&lt;br /&gt;(hábitos de não assoviar no solar)&lt;br /&gt;traz do quintal encravado&lt;br /&gt;apenas uma pérola sem cor;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é construção harmoniosa,&lt;br /&gt;no equilíbrio circular da última sala,&lt;br /&gt;mas se o centro&lt;br /&gt;é a contraluz que suspende janelas,&lt;br /&gt;o suspense vem&lt;br /&gt;de uma centelha inesperada&lt;br /&gt;adivinhada desde fora;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;desse cenário sem arquiteto,&lt;br /&gt;um rastro de visgo&lt;br /&gt;espreita a ação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1111886084484949777-1636393308329290615?l=aturlitera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aturlitera.blogspot.com/feeds/1636393308329290615/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1111886084484949777&amp;postID=1636393308329290615' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/1636393308329290615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/1636393308329290615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aturlitera.blogspot.com/2008/07/da-sala-do-solar.html' title='da sala do solar'/><author><name>Papoético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574729606942824505</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://bp1.blogger.com/_LU44BRO6TkM/SGrHVc-o99I/AAAAAAAAAFY/_Jjx-2zeOwY/S220/PDVD_010.BMP'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_LU44BRO6TkM/SG1-0yPh_GI/AAAAAAAAAGg/-jmyvoYZTYg/s72-c/1926951.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1111886084484949777.post-6519482189850059653</id><published>2008-07-02T17:33:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T10:14:28.990-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='21:36.'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='escrito por: Uiliam Ferreira Boff'/><title type='text'>Póeris</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_LU44BRO6TkM/SGweiE2acrI/AAAAAAAAAGU/DtHt0B-kunk/s1600-h/1980695.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5218579638981915314" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_LU44BRO6TkM/SGweiE2acrI/AAAAAAAAAGU/DtHt0B-kunk/s320/1980695.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;dá-lhe, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;que o que sinto é pouco &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;da malcheirosa cidade, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;só dentes, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;só estômago, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;a feder toda porcaria &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;que não sintetiza; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;vá lá, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;veja &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;o que meu hálito &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;não cogita do podre, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;o que meu humor não interpreta &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;do que o dia, já terminando, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;escrementa pela calçada;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;veja lá &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;o que lhe falo; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;não é de todo, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;é o que recortei &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;das sobras da imundice &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;e que colo no quarto, aqui; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;é o que jogo pela janela, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;pelo ralo do dia; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;o que cago na porta ao lado: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;- Com desejos de boas-vindas, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;seu vizinho do 404.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1111886084484949777-6519482189850059653?l=aturlitera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aturlitera.blogspot.com/feeds/6519482189850059653/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1111886084484949777&amp;postID=6519482189850059653' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/6519482189850059653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/6519482189850059653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aturlitera.blogspot.com/2008/07/peris_02.html' title='Póeris'/><author><name>Papoético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574729606942824505</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://bp1.blogger.com/_LU44BRO6TkM/SGrHVc-o99I/AAAAAAAAAFY/_Jjx-2zeOwY/S220/PDVD_010.BMP'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_LU44BRO6TkM/SGweiE2acrI/AAAAAAAAAGU/DtHt0B-kunk/s72-c/1980695.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1111886084484949777.post-1295081925401935883</id><published>2008-07-01T16:42:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T10:14:29.150-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='escrito por: Uiliam Ferreira Boff'/><title type='text'>O Banquete</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_LU44BRO6TkM/SG2HwWXEUpI/AAAAAAAAAGo/GCq9TMmy2Xo/s1600-h/Nova+Imagem.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5218976807898075794" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_LU44BRO6TkM/SG2HwWXEUpI/AAAAAAAAAGo/GCq9TMmy2Xo/s320/Nova+Imagem.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;- Começarei minha fala com uma citação poética: “Um homem que engole a própria cabeça some naquilo que não digere.”, assim falou...&lt;br /&gt;- Hora, esse homem é um verme! – um senhor grita.&lt;br /&gt;- Amigo, o homem não é um verme - contemporiza o palestrante - um verme macera o podre, não incrementa tempero no que excrementa, não lhe ocorre questionar-se sobre a nova dieta vegetariana.&lt;br /&gt;- Mas um homem que engole a própria cabeça, tal como um verme que se consome, acaso não credita no sabor da morte seu último desejo de consumação? - retruca o senhor da platéia.&lt;br /&gt;- Alma famigerada, por favor, mantenhamos o ponto. Pensemos assim: um homem tem planos, correto? Planos do homem para o homem?! Vontades que lhe ocorrem em meio às desditas ordinárias. Vontade de lhe inscrever a própria história. Assim, o homem escreve, reescreve, descreve e há quem jure que imita. E a caneta, ser inanimado, apenas desempenha a volúpia do dono, mas a caneta é cega, só entende de desprezo de tintas. O homem, ao contrário, de acordo com sua elevada natureza, tem planos para a sua caneta e um fim para esse empenho. O homem planeja e...&lt;br /&gt;- Mas a caneta, coitada, contendo um tanto do homem, já não lhe adivinha ou planeja o trabalho futuro? - incomoda-se o senhor com tamanha objetividade.&lt;br /&gt;- Amigo a questão é outra, concentremo-nos: verme e caneta, é o que explicava, estão desapropriados dos saberes sobre sua finitude. À caneta não importa saber do seu potencial de oxidação ou a exatidão do tempo de duração da sua carga. Aliás, nada espera. É manipulada. Nela não reconhecemos vida, logo...&lt;br /&gt;- Acaso no engenho do homem presente na caneta não lhe participa a vida? Acaso a imperfeição de sua reprodutibilidade não lhe confere existência distinta de todas as outras canetas do mesmo modelo ou lote? Acaso seu desgaste, devido ao uso, aparente na sua anatomia, não constitui um inventário do tempo vertendo de suas formas e cores? - exasperado, levanta-se e se coloca em frente ao palestrante.&lt;br /&gt;E percebendo que a derrota de seu discurso incorreria no término da discussão, o palestrante, assume:&lt;br /&gt;- É verdade, meu caro, nós malfadados homens somos todos vermes... - e devora a cabeça de seu argüidor...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1111886084484949777-1295081925401935883?l=aturlitera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aturlitera.blogspot.com/feeds/1295081925401935883/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1111886084484949777&amp;postID=1295081925401935883' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/1295081925401935883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/1295081925401935883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aturlitera.blogspot.com/2008/07/o-banquete.html' title='O Banquete'/><author><name>Papoético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574729606942824505</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://bp1.blogger.com/_LU44BRO6TkM/SGrHVc-o99I/AAAAAAAAAFY/_Jjx-2zeOwY/S220/PDVD_010.BMP'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_LU44BRO6TkM/SG2HwWXEUpI/AAAAAAAAAGo/GCq9TMmy2Xo/s72-c/Nova+Imagem.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1111886084484949777.post-1470926539545966763</id><published>2008-06-23T20:15:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T10:14:29.560-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='escrito por: Uiliam Ferreira Boff'/><title type='text'>Pra caminhar seguro (poema vencedor do Fellipe D'Oliveira - 2007)</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_LU44BRO6TkM/SG2L0q_5euI/AAAAAAAAAGw/nsmZkThB_y8/s1600-h/hor1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5218981280204028642" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_LU44BRO6TkM/SG2L0q_5euI/AAAAAAAAAGw/nsmZkThB_y8/s320/hor1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;pra caminhar seguro&lt;br /&gt;cravar nos olhos&lt;br /&gt;a aspereza do solo &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;pra dissolver&lt;br /&gt;a poeira do dia&lt;br /&gt;matizar nas vistas&lt;br /&gt;a correnteza dos passos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;pra desarmar a&lt;br /&gt;gravidade do corpo&lt;br /&gt;numa calçada estreita&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;inflar com a alquimia das fossas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;pra desvendar todo instante&lt;br /&gt;de dentro pra fora&lt;br /&gt;explosões psíquicas&lt;br /&gt;ao meio dos solos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;pra não ser&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;o dono da rua&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;aceitar esmolas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;de uma pedra aguda uma&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;PEDRA &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;nos desvios precisos&lt;br /&gt;esbarrar o todo&lt;br /&gt;numa poça vazia&lt;br /&gt;pra hidratar os fogos&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;na esquina esguia&lt;br /&gt;sofrer a esperança&lt;br /&gt;todos os dias&lt;br /&gt;na espera do forno&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1111886084484949777-1470926539545966763?l=aturlitera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aturlitera.blogspot.com/feeds/1470926539545966763/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1111886084484949777&amp;postID=1470926539545966763' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/1470926539545966763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/1470926539545966763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aturlitera.blogspot.com/2008/06/pra-caminhar-seguro-poema-vencedor-do.html' title='Pra caminhar seguro (poema vencedor do Fellipe D&apos;Oliveira - 2007)'/><author><name>Papoético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574729606942824505</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://bp1.blogger.com/_LU44BRO6TkM/SGrHVc-o99I/AAAAAAAAAFY/_Jjx-2zeOwY/S220/PDVD_010.BMP'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_LU44BRO6TkM/SG2L0q_5euI/AAAAAAAAAGw/nsmZkThB_y8/s72-c/hor1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1111886084484949777.post-8324209811246753225</id><published>2008-06-22T19:55:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T10:14:29.673-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='postado por: Uiliam Ferreira Boff'/><title type='text'>Ex-passos...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_LU44BRO6TkM/SF8REv2sGxI/AAAAAAAAADo/U1ljDV80Rk4/s1600-h/arte+-+renascer.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214905666781322002" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_LU44BRO6TkM/SF8REv2sGxI/AAAAAAAAADo/U1ljDV80Rk4/s320/arte+-+renascer.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;... é bom se expalhar nesses campos velhos, que trago na história...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“o homem de hoje sente sua duração como uma ‘angústia’, sua interioridade como uma obsessão ou uma náusea; entregue ao ‘absurdo’ e ao despedaçamento ele procura tranqüilizar-se projetando o pensamento sobre as coisas, construindo planos e figuras que tomam do espaço dos geômetras um pouco do seu peso e de sua estabilidade. Para falar a verdade, esse espaço-refúgio é para ele de uma estabilidade bem relativa e bem provisória, pois a ciência e a filosofia modernas esforçam-se justamente por dispensar as cômodas indicações dessa ‘geometria do bom senso, e por inventar uma topologia desorientada, espaço-tempo, espaço curvo, quarta dimensão, toda uma visão não euclidiana do universo que compõe esse temível espaço-vertigem onde certos artistas ou escritores de hoje construíram seus labirintos.”&lt;br /&gt;(Gérard Genette. Figuras,1972.)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1111886084484949777-8324209811246753225?l=aturlitera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aturlitera.blogspot.com/feeds/8324209811246753225/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1111886084484949777&amp;postID=8324209811246753225' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/8324209811246753225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/8324209811246753225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aturlitera.blogspot.com/2008/06/ex-passos.html' title='Ex-passos...'/><author><name>Papoético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574729606942824505</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://bp1.blogger.com/_LU44BRO6TkM/SGrHVc-o99I/AAAAAAAAAFY/_Jjx-2zeOwY/S220/PDVD_010.BMP'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_LU44BRO6TkM/SF8REv2sGxI/AAAAAAAAADo/U1ljDV80Rk4/s72-c/arte+-+renascer.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1111886084484949777.post-8250300650036385126</id><published>2008-06-18T00:59:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T10:14:29.861-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='escrito por: Uiliam Ferreira Boff'/><title type='text'>Comida do avesso</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_LU44BRO6TkM/SG2M0FpQ-YI/AAAAAAAAAG4/AFLScyNq51w/s1600-h/m%C3%A3os.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5218982369688615298" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_LU44BRO6TkM/SG2M0FpQ-YI/AAAAAAAAAG4/AFLScyNq51w/s320/m%C3%A3os.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;entra o cardápio – ossatura crua&lt;br /&gt;se arquitetura mole, prato primeiro&lt;br /&gt;(para iniciar estalar dedos)&lt;br /&gt;segue o cerne, abre-se por dentro;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- o gosto não vem do lamber -&lt;br /&gt;deglutir as sobras robustas, recozer nas mãos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ruminar as migalhas quando espinha&lt;br /&gt;o doce d’ócio perder na língua&lt;br /&gt;franzir fisicamente o fóssil,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;decompor a fraca fome, se não findar&lt;br /&gt;da branca poeira permitir arrotar&lt;br /&gt;aspirar se lhe aprouver&lt;br /&gt;(mesmo a novidade se repete em aroma)&lt;br /&gt;vê-se o esqueleto preto ao prato&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs: servir-se só!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1111886084484949777-8250300650036385126?l=aturlitera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aturlitera.blogspot.com/feeds/8250300650036385126/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1111886084484949777&amp;postID=8250300650036385126' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/8250300650036385126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/8250300650036385126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aturlitera.blogspot.com/2008/06/comida-de-avesso.html' title='Comida do avesso'/><author><name>Papoético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574729606942824505</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://bp1.blogger.com/_LU44BRO6TkM/SGrHVc-o99I/AAAAAAAAAFY/_Jjx-2zeOwY/S220/PDVD_010.BMP'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_LU44BRO6TkM/SG2M0FpQ-YI/AAAAAAAAAG4/AFLScyNq51w/s72-c/m%C3%A3os.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1111886084484949777.post-2020514349080742841</id><published>2008-06-17T17:40:00.000-07:00</published><updated>2008-07-02T21:22:10.099-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='escrito por: Uiliam Ferreira Boff'/><title type='text'>Poesia engajada:</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;o poeta doou suas canetas usadas&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1111886084484949777-2020514349080742841?l=aturlitera.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aturlitera.blogspot.com/feeds/2020514349080742841/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1111886084484949777&amp;postID=2020514349080742841' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/2020514349080742841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1111886084484949777/posts/default/2020514349080742841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aturlitera.blogspot.com/2008/06/poesia-engajada.html' title='Poesia engajada:'/><author><name>Papoético</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02574729606942824505</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='19' src='http://bp1.blogger.com/_LU44BRO6TkM/SGrHVc-o99I/AAAAAAAAAFY/_Jjx-2zeOwY/S220/PDVD_010.BMP'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
